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‘O cheiro da terra, do suor do cavalo. Muita gente acha estranho, mas, para mim, isso é felicidade’

O chamado do campo: da sala de aula às pistas, uma decisão guiada pelo coração

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Juliana Magalhães dos Santos, médica-veterinária Foto cedida: Juliana Magalhães dos Santos

A médica veterinária Juliana Magalhães dos Santos, 36 anos, carrega no olhar a serenidade de quem cresceu no campo — e, no coração, a certeza de que nasceu para ele.

“Morei um tempo em São Paulo, na capital, mas sempre senti falta disso aqui. Do cheiro da terra, do suor do cavalo. Muita gente acha estranho, mas, para mim, isso é felicidade”, afirmou Juliana.


Filha de produtor rural, ela passou a infância entre Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e a fazenda da família no Tocantins, onde a pecuária de corte fazia parte da rotina. Mais tarde, a propriedade foi transferida para Santa Rosa do Viterbo (SP), com foco na produção leiteira. Foi nesse ambiente que Juliana começou a acompanhar médicos veterinários, assistir a partos e se encantar pelo manejo de grandes animais.

Apesar de sempre afirmar que seguiria a carreira na Medicina Veterinária, a vida a levou, inicialmente, por outro caminho. Influenciada pelo trabalho da mãe na área da educação, formou-se em Pedagogia. No entanto, durante o estágio, percebeu que sua essência estava no campo.


“Eu gosto de cavalo, de vaca, de grandes animais. O amor da minha vida é isso”, resumiu, com um sorriso largo.

Determinada a seguir sua verdadeira vocação, voltou aos estudos e graduou-se em Medicina Veterinária. A dedicação a levou a atuar com fertilização in vitro (FIV) de bovinos, em Uberaba (MG), e, posteriormente, a assumir um cargo técnico de responsabilidade na associação da raça Quarto de Milha, onde trabalhou por quatro anos. A pandemia provocou mudanças nos planos, resultando no retorno ao sítio da família e na oportunidade de reavaliar prioridades.


Hoje, mesmo com a criação reduzida, o cavalo continua sendo protagonista em sua trajetória. A égua chamada Dixie representa não apenas um investimento esportivo, mas também um símbolo de continuidade da história familiar com a raça.

Juliana Magalhães dos Santos esteve no Haras EFI, em Itu, para o 2º Curso de Ranch Sorting Foto: Arquivo pessoal

Aos cinco anos, a égua já demonstra talento nas pistas, especialmente na modalidade Ranch Sorting — com a qual Juliana mais se identifica atualmente. Foi durante o 2º Curso de Ranch Sorting, realizado no Haras EFI, em Itu (SP), que tive a oportunidade de conhecer Juliana.


A veterinária já competiu em outras modalidades. Mas acredita que o maior desafio nas provas de Ranch Sorting é o entrosamento entre os competidores.

“Confiança e sintonia fazem toda diferença. É preciso conhecer seu parceiro e ter visão de boi”, explicou.

No final da nossa prosa, eu só queria saber dela o que o cavalo representava em sua vida.

Juliana se emociona, sorri e responde com convicção: “Vida. O cavalo representa a minha vida. É o que me move.”

E eu entendo a Juliana. O cavalo é elo de amizades sem fim, alegrias, negócios, parceria e muito aprendizado.

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