Óleos essenciais que reduzem metano e aumentam a produção de leite
Tecnologia natural da Alltech melhora eficiência, rentabilidade e sustentabilidade na pecuária leiteira

Com a pressão global por práticas agropecuárias mais sustentáveis, soluções que unem produtividade e redução de impacto ambiental ganham espaço nas fazendas.
Uma dessas tecnologias é o Agolin™ Ruminantes BR, mistura exclusiva de óleos essenciais desenvolvida pela Alltech. Capaz de reduzir a emissão de metano entérico e, ao mesmo tempo, aumentar a eficiência alimentar e a produção de leite, o produto já apresenta resultados consistentes em diferentes raças e sistemas de produção.
O Mundo Agro conversou com Thomer Durman, médico-veterinário e gerente técnico da Alltech. Ele explicou como a tecnologia funciona, seus efeitos a longo prazo e o papel que pode desempenhar na pecuária do futuro.

Mundo Agro: Quais são os principais óleos essenciais presentes na formulação do Agolin™ Ruminantes BR?
Thomer Durman: Agolin™ Ruminantes BR é uma mistura de óleos essenciais exclusiva da Alltech, sendo um produto natural derivado de plantas. Nossa equipe técnica está à disposição para conversar com os colegas do setor, entender as necessidades de cada fazenda e fornecer mais detalhes sobre a composição do produto.
Mundo Agro: Como esses compostos atuam no rúmen para reduzir a produção de metano?
Thomer Durman: Agolin é uma tecnologia nutricional redutora de metano composta por uma mistura exclusiva de óleos essenciais que altera a composição da microbiota do rúmen, principalmente em populações de protozoários e bactérias benéficas, direcionando o processo fermentativo a uma menor produção de metano. O produto proporciona maior disponibilidade de energia da dieta e maior aproveitamento dos nutrientes pelos animais. Assim, essa tecnologia nutricional maximiza a produção e qualidade do leite ao mesmo tempo que auxilia na redução de emissão de metano pelos animais.
Mundo Agro: Os efeitos do Agolin™ são mantidos a longo prazo mesmo após meses de uso contínuo?
Thomer Durman: Sim, existem trabalhos de pesquisa com mais de 5 meses de duração mostrando que tanto o aumento da produção quanto a redução de metano se mantêm a longo prazo. É o caso, por exemplo, do estudo publicado na revista científica Open Journal of Animal Sciences em 2019: https://www.scirp.org/html/1-1400776_92306.htm.
Mundo Agro: Há alguma contraindicação para o uso do produto?
Thomer Durman: Não, o produto é seguro.
Mundo Agro: Como foi realizada a padronização dos dados na metanálise com mais de 4 mil vacas?
Thomer Durman: Para tornar os resultados comparáveis, apenas estudos que atendiam a critérios específicos de seleção foram incluídos na metanálise: (1) somente estudos in vivo com vacas leiteiras foram considerados; (2) para qualquer variável, era necessário que o estudo apresentasse o valor médio e sua variabilidade tanto para o grupo tratado (AGO) quanto para o grupo controle (CON); (3) apenas estudos que utilizaram a mistura de óleos essenciais Agolin® Ruminant na dosagem recomendada de 1 g/dia por vaca foram incluídos; e (4) estudos de campo que não coletaram dados de forma sistemática foram excluídos.
A produção de leite, por exemplo, foi corrigida para gordura e proteína, e o efeito foi padronizado como incremento percentual na produção.
Mundo Agro: Os estudos foram feitos apenas com raças de alto desempenho?
Thomer Durman: Existem estudos publicado com vacas holandesas de diferentes níveis de produção:
Williams, A. V., et al., 2021 holandesas nível alto de produção (+ de 45kg de leite/dia) | https://www.scirp.org/journal/paperinformation?paperid=108694
Brambila e Saenz., 2022 holandesas nível alto de produção (+ de 40kg de leite/dia)| https://www.scirp.org/journal/paperinformation?paperid=118059
Hart, K. et al., 2019 holandesas nível médio de produção (+ de 30kg de leite/dia)| https://www.scirp.org/html/1-1400776_92306.htm
Foram realizados, inclusive, experimentos com raças para bovinocultura de corte, como Simmental-Montbéliarde, Cruzados Brahman e Charolais.
Os resultados foram satisfatórios nestes diferentes cenários.
Mundo Agro: Qual é o custo médio por vaca/dia para utilização do Agolin™ e em quanto tempo se espera retorno financeiro?
Thomer Durman: O investimento do produtor é variável conforme localização, mas o retorno esperado com seu uso é de 6:1.
Mundo Agro: Como o Agolin™ se diferencia de outras soluções disponíveis no mercado?
Thomer Durman: O Agolin é um produto natural, seguro para indústria, seguro para os animais e para consumidores do produto final. E o potencial de aumento de produção de leite e de sólidos do leite diferenciam a tecnologia como investimento estratégico para a fazenda.
Mundo Agro: De que forma a redução de metano contribui para a pegada de carbono total da produção de leite?
Thomer Durman: Grande parte da pegada de carbono do produto final lácteo está da porteira para dentro. Desta forma, é onde estão as maiores oportunidades de redução de pegada de carbono. A produção de metano é responsável por grande parte da pegada de carbono da vaca e a sua redução constitui uma oportunidade de impacto na redução da pegada.
Mundo Agro: Como a Alltech vê o futuro da pecuária leiteira frente às exigências ambientais crescentes, especialmente na Europa e América Latina?
Thomer Durman: As crescentes exigências ambientais vão ao encontro das fazendas de leite mais eficientes que vão prosperar no cenário econômico atual. Estar preparado para esse mercado significa identificar novas oportunidades nas quais rentabilidade e conservação ambiental andam lado a lado.
Mundo Agro: Há previsão de expansão do uso do Agolin para outras categorias de ruminantes, como bovinos de corte ou ovinos?
Thomer Durman: Sim, as pesquisas não param e cada vez mais teremos novidades ao mercado. Bovinos de corte já contam com estudos comprovando a eficácia da tecnologia.
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