Paixão Italiana em Taça: Masterclass ‘I Love Italian Wines’ encanta São Paulo e segue para BH
Evento reuniu especialistas, produtores e apreciadores em uma verdadeira imersão nos vinhos da Itália – com destaque para terroirs, tradições e negócios

Participar de uma masterclass da 4ª edição do Roadshow “I Love Italian Wines” 2025, no Hotel Unique, em São Paulo, foi muito especial. Reencontrei amigos, conheci novas pessoas, apreciei novos vinhos e ainda agreguei conhecimento.
O “I Love Italian Wines” proporciona tudo isso e muito mais... negócios, claro.
Hoje, o evento desembarca em Belo Horizonte, no Hotel Fasano, para a alegria dos mineiros.

A palestra do Marcelo Vargas, sommelier e mestre dos vinhos, me encantou. Foi uma viagem pelos vinhos italianos, uma imersão literal nas diferenças dos terroirs até as regiões com denominações. Para se ter uma ideia, na Itália são 300 com D.O.C., 118 com I.G.T. e 77 com D.O.C.G. Mas, como Vargas ponderou, um vinho sem denominação também é um bom vinho.
Durante a masterclass, promovida pela ICE – Agência Italiana para o Comércio Exterior, em colaboração com a Wine South America e com o apoio da Vinitaly, degustamos seis vinhos das regiões Norte, Centro e Sul da Itália.
E, no final, conversei com o carismático Luigi Albano, que produz o vinho Cerasuolo di Vittoria DOCG, da Sicília.

Mundo Agro: A pergunta é simples: o vinho, para você, o que é? O que representa?
Luigi Albano: Acredito que há diversos aspectos. O primeiro é a história, a tradição e a paixão. Penso que são três coisas ligadas entre si: história, paixão e tradição. Sem uma, faltam as outras duas. Precisa ter todas as três para tentar fazer vinhos que sejam a síntese dessas coisas.
Mundo Agro: A questão climática é um desafio para todos os produtores. É supercomplicado. Como resolver ou amenizar?
Luigi Albano: Resolver é impossível, porque só um Senhor (ele apontou para o céu) pode resolver, e nós não temos essa capacidade. A sorte das uvas da região da Sicília é que elas estão acostumadas a sofrer. Sempre tiveram falta de água e muito calor naquela região. Para nós, o calor não é uma novidade. Então, é uma situação em que a planta está acostumada a tentar se esforçar ao máximo para produzir a melhor qualidade. Sempre foi uma situação em que a planta teve que se adaptar. Sempre teve que sacrificar o máximo para obter o melhor. E nós temos características de microclima muito particulares. Na nossa região, de setembro até março, todos os dias de manhã, há neblina. Isso quer dizer umidade, e isso para a planta é vida, porque a umidade depois se transforma em água, vai para o terreno e alimenta a raiz. Da raiz, se transfere para a vinha, da vinha para o ácido, do ácido para a botina.
Mundo Agro: Qual o potencial do mercado brasileiro?
Luigi Albano: Eu estive há 15 anos no Brasil e voltei agora. Percebi que o mercado cresceu. Há um interesse enorme. Vejo também muitos jovens, e isso é um fato muito importante. Há uma curiosidade.
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