Setor de panificação cresce em R$ 164 bilhões e se reinventa no Brasil
Alta do ticket médio, inovação tecnológica e gestão eficiente transformam o setor, mesmo diante da escassez de mão de obra
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O setor de panificação e confeitaria do Brasil faturou R$ 164,12 bilhões em 2025, representando 1,29% do Produto Interno Bruto.
Mas o crescimento não veio do aumento de clientes — que subiu apenas 1,27% — e sim do ticket médio, que avançou 5,46%, atingindo R$ 36,61 por visita.
“Em 2025, a pergunta que definiu o mercado não foi como crescer, mas como crescer vendendo melhor. Os dados mostram que o empresário depende cada vez mais de sua capacidade de ajustar a operação, oferecer produtos de maior valor agregado e gerir processos internos com inteligência. Quem não profissionalizar a operação e não olhar para a produtividade terá sérias dificuldades de manter as margens”, analisou Emerson Amaral, CEO do Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação.

Outro desafio é a escassez de mão de obra qualificada: o setor encerrou o ano com 10 mil vagas em aberto. Ao mesmo tempo, mais de 60% das 332 mil padarias do país estão registradas como MEIs, pulverizando o mercado e exigindo soluções mais eficientes.
A inovação tecnológica tornou-se aliada estratégica das padarias. Ingredientes de alta performance, como massas-madres vivas e leveduras especiais, reduzem o tempo de processo, ampliam o shelf-life e minimizam desperdícios, garantindo qualidade mesmo com equipes enxutas.
O pão francês segue como estrela cultural e econômica, com faturamento crescendo 9,76% e preço médio de R$ 21,54/kg. Regionalmente, o Sul registrou o maior avanço proporcional, enquanto o Sudeste concentra mais da metade do mercado.
“O cenário exige que a indústria ofereça soluções que simplifiquem a operação sem abrir mão da excelência e da alma artesanal do pão. Quando uma padaria perde mão de obra qualificada, o ingrediente precisa ser confiável e padronizado. O uso de massas-mães vivas e leveduras de alta performance reduz tempo de processo, amplia a vida útil do produto e diminui desperdícios, permitindo uma gestão de produção mais rentável e protegendo as margens do empresário em um mercado tão desafiador”, afirmou André Tesini, diretor Comercial e de Marketing da Lesaffre Brasil.
O setor mostra que crescer hoje não é apenas vender mais, mas vender melhor. Produtividade, inovação e gestão inteligente definem a sobrevivência e consolidação das padarias brasileiras em um mercado cada vez mais competitivo.
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