Logo R7.com
RecordPlus

Pesquisa de 20 anos embasa concurso que revela excelência da cachaça paulista

“Cachaça é a bebida do Brasil. É a nossa identidade. É o nosso champanhe,” diz pesquisador

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Concurso de cachaça paulista se baseia em 20 anos de pesquisa científica.
  • Produtores buscam reconhecimento para a excelência da cachaça no estado.
  • Premiado Guilherme de Alcântara Oliveira conquistou medalha de prata com Cachaça Capucana.
  • Expectativa para 2026 é de melhora na lucratividade devido a redução tributária.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisa, qualidade e reconhecimento fortalecem a cachaça paulista Foto: Arquivo pessoal

O caminho até a escolha dos finalistas do concurso de cachaça de alambique de São Paulo começou muito antes da inscrição das bebidas. Foram duas décadas de pesquisa científica que deram origem ao protocolo de avaliação hoje reconhecido nacionalmente.

“São seis pesquisadoras que fazem levantamento de produção e tecnologia da cachaça no estado de São Paulo e no Brasil. Esse é o berço do concurso”, explicou Daniel Gomes, coordenador da Apta Regional.


Apesar de São Paulo ser o maior produtor e consumidor de aguardente e cachaça do país, o setor ainda carece de reconhecimento. “Temos produtos de excelência, mas não aparecemos”, afirmou Daniel.

Além da análise sensorial, os estudos envolvem desde o cultivo da cana até a fermentação e o envelhecimento da bebida. “Existem tipos de cana diferentes. Em teoria, a cachaça é a garapa fermentada e destilada, mas dá diferença, sim”, destacou Daniel.


Daniel Gomes, coordenador da Apta Regional Foto: Arquivo pessoal

O teor alcoólico também interfere diretamente no perfil sensorial. “Quanto mais forte a cachaça, mais neutra ela fica no sabor. Quanto mais baixo o teor alcoólico, mais aromática ela é”, explicou Daniel.


Entre os premiados no concurso de qualidade está o produtor Guilherme de Alcântara Oliveira, da Cachaça Capucana, de Piracicaba (SP). Ele celebrou um reconhecimento especial ao participar pela primeira vez do concurso e conquistar a medalha de prata.

“É a primeira vez que a gente participa e já saímos com prata”, comemorou Guilherme. Para ele, o reconhecimento tem um significado que vai além da premiação. “O reconhecimento às vezes vem por caminhos que você nem espera, mas ele vem, de um jeito ou de outro”, afirmou Oliveira.


Ao falar sobre o cenário econômico, ele reconheceu que 2025 foi um ano desafiador. “Foi muito duro. A cadeia de destilados tem cargas e impostos altíssimos”, pontuou Oliveira.

Guilherme de Alcântara Oliveira, da Cachaça Capucana Foto: Arquivo pessoal

Ainda assim, a perspectiva para o próximo ano é mais otimista. “Para 2026, a queda da solução tributária já desenha margens mais saudáveis. Vai ser um ano melhor em termos de lucratividade para o produtor”, projetou.

Ao resumir o significado da bebida em sua vida, ele não hesita: “Cachaça, para mim, é alegria”.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.