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Portugal além dos cartões-postais

Descubra como a Quinta das Lágrimas, em Coimbra, alia história, gastronomia e sustentabilidade para oferecer uma experiência genuína de agriturismo no coração de Portugal

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Dainese no Hotel Quinta das Lágrimas, Coimbra, Portugal Foto cedida: Luis Dainese, DPAN

O agriturismo é uma tendência global que valoriza o contato direto com a cultura, a gastronomia e a natureza locais.


Em Portugal, a Quinta das Lágrimas se destaca por incorporar essa filosofia de forma elegante e autêntica, unindo a riqueza histórica do local a práticas sustentáveis e experiências sensoriais únicas.

Nesta segunda entrevista que eu fiz com o Luis Dainese, da DPAN, conversamos sobre como essa propriedade histórica oferece aos hóspedes uma imersão profunda na cultura agrícola portuguesa, combinando conforto, tradição e inovação.


Mundo Agro: O conceito de agriturismo tem ganhado cada vez mais espaço no turismo europeu. Como você enxerga a forma como a Quinta das Lágrimas incorpora essa filosofia na experiência dos hóspedes?

Dainese: A Quinta das Lágrimas incorpora com elegância e autenticidade a filosofia do agriturismo. A propriedade valoriza os pequenos produtores da região, priorizando ingredientes locais e sazonais que compõem a experiência enogastronômica do restaurante Arcadas — uma verdadeira celebração dos sabores de Coimbra.


Além disso, o hotel reforça seu compromisso com práticas responsáveis por meio do selo internacional “Biosphere Committed”, que reconhece iniciativas de sustentabilidade em diferentes áreas da operação. Essa postura atrai um perfil de viajante mais consciente, que busca não apenas conforto e beleza, mas também propósito em sua jornada.

Mundo Agro: O hotel está inserido em uma propriedade histórica, cercada por jardins, vinhas e natureza. O hóspede realmente vivencia uma experiência única, rodeado por elementos da agricultura e da sustentabilidade no dia a dia?


Dainese: Estamos falando de uma propriedade com 16 hectares, onde um esplendoroso jardim botânico convida o hóspede a vivenciar a natureza de forma intensa e autêntica. A Quinta das Lágrimas respira história — especialmente na Fonte das Lágrimas, com seus arcos e o ribeiro que atravessa a mata, cenário do trágico amor de Pedro e Inês de Castro.

Fazer uma caminhada entre árvores centenárias, como a simbólica “Figueira dos Amores” (The Lovers Banyan Tree) e as sequoias imponentes que encerram o percurso, é mais do que um passeio: é uma experiência de reconexão, contemplação e renovação. Tudo isso inserido em um ambiente que valoriza práticas sustentáveis e o contato direto com os elementos naturais.

Mundo Agro: A gastronomia é um dos pilares do agriturismo. Os restaurantes da Quinta das Lágrimas utilizam ingredientes cultivados na própria propriedade? Há produção local de azeites, vinhos ou hortaliças?

Dainese: Sim. O Chef Vítor Dias faz questão de valorizar os ingredientes cultivados na própria Quinta das Lágrimas — hortaliças frescas e ervas aromáticas são utilizadas nas criações servidas no restaurante Arcadas, que une sofisticação à essência da terra.

As refeições são cuidadosamente harmonizadas com vinhos portugueses de alta qualidade, muitos deles produzidos na própria região. Um dos destaques é o vinho exclusivo da propriedade, criado pelo renomado enólogo Carlos Lucas a partir das castas Touriga Nacional e Alfrocheiro. O nome não poderia ser mais simbólico: “Pedro e Inês”, uma homenagem ao romance que eternizou o local.

Mundo Agro: Quais experiências sensoriais ligadas ao campo são oferecidas aos hóspedes? Há passeios, oficinas, colheitas ou degustações que valorizam essa conexão com a terra?

Dainese: Sim, a Quinta das Lágrimas oferece diversas experiências sensoriais que conectam os hóspedes com a natureza, a cultura e o território. Passeios guiados pela propriedade permitem explorar seus jardins históricos, fontes, árvores centenárias e áreas cultivadas, revelando histórias, aromas e paisagens que marcam a memória.

No restaurante Arcadas, o menu degustação é uma verdadeira viagem sensorial, onde cada prato valoriza ingredientes locais e sazonais, muitos deles cultivados na própria quinta.

A música também tem seu espaço: todos os anos, entre julho e agosto, a propriedade se transforma em um verdadeiro polo cultural durante o Festival das Artes, reunindo concertos, performances e experiências artísticas integradas ao ambiente. É um convite a sentir, ouvir e saborear Portugal de forma completa.

Mundo Agro: Muitos turistas buscam autenticidade e contato com as raízes culturais dos destinos que visitam. Como a Quinta das Lágrimas valoriza a tradição agrícola portuguesa dentro da experiência do hóspede?

Dainese: A Quinta das Lágrimas valoriza a tradição agrícola portuguesa de forma sensível e sofisticada, integrando natureza, história e gastronomia em uma experiência completa para o hóspede.

A conexão com a terra está presente no dia a dia do hotel: ingredientes frescos, cultivados na própria quinta, são a base da cozinha do restaurante Arcadas, que celebra os sabores da região com criatividade e respeito às origens.

A valorização da cultura local também se reflete no apoio a pequenos produtores e no selo “Biosphere Committed”, que reafirma o compromisso da propriedade com práticas sustentáveis e integradas ao território. Para o hóspede, tudo isso se traduz em uma vivência autêntica, onde o contato com as raízes portuguesas é percebido nos sabores, nas paisagens e nas histórias.

Enograstronomia é destaque no Quinta das Lágrimas, Coimbra, Portugall Foto cedida: Hotel Quinta das Lágrimas

Mundo Agro: Portugal tem uma relação muito forte com o vinho. A Quinta das Lágrimas oferece atividades relacionadas à enocultura? Existem parcerias com produtores locais da região de Coimbra ou da Região Demarcada do Dão, por exemplo?

Dainese: Portugal tem, de fato, uma relação profunda com o vinho — e a Quinta das Lágrimas está inserida em uma das rotas enogastronômicas mais emblemáticas do país: a Rota da Bairrada, no coração da região Centro.

Essa localização privilegiada permite ao hóspede vivenciar a tradição vitivinícola local de forma autêntica, com acesso facilitado a vinícolas renomadas, experiências de enoturismo e degustações orientadas. Além disso, o hotel mantém parcerias com produtores da Bairrada e também das regiões vizinhas, como o Dão, incorporando rótulos locais ao menu do restaurante Arcadas.

A carta de vinhos da propriedade celebra essas conexões, com destaque para o rótulo exclusivo “Pedro e Inês”, elaborado pelo enólogo Carlos Lucas com castas tradicionais portuguesas. Dessa forma, a Quinta das Lágrimas oferece uma imersão refinada e sensorial no universo da enocultura portuguesa — que vai muito além da taça.

Mundo Agro: Como o hotel adota práticas de sustentabilidade agrícola? São utilizadas técnicas como agricultura regenerativa, compostagem, reaproveitamento de água ou outras ações voltadas à preservação ambiental?

Dainese: A Quinta das Lágrimas adota uma abordagem sustentável integrada ao seu dia a dia, com foco em práticas que respeitam o meio ambiente e valorizam os recursos locais. Embora não utilize formalmente o termo “agricultura regenerativa”, o cultivo de hortaliças e ervas dentro da propriedade segue princípios naturais e sazonais, sem uso de químicos agressivos.

Além disso, o hotel promove o reaproveitamento de resíduos orgânicos e prioriza parcerias com fornecedores da região, o que reduz a pegada de carbono e fortalece a economia local. O compromisso com a sustentabilidade é reconhecido pelo selo internacional Biosphere Committed, que valida ações consistentes nas áreas ambiental, cultural e social.

Mundo Agro: Os brasileiros já descobriram a Quinta das Lágrimas ou ainda estão perdendo essa joia escondida? Você acredita que o hotel deveria entrar na lista de desejos — o famoso wanderlust — de quem busca experiências autênticas em Portugal?

Dainese: Embora Portugal já seja um dos destinos favoritos dos brasileiros, ainda vejo um enorme potencial para que mais viajantes descubram a fundo a riqueza do Centro do país — e Coimbra, em especial. A Quinta das Lágrimas já é um hotel consolidado entre os brasileiros que valorizam história, elegância e experiências autênticas, e tenho o orgulho de representá-la há cinco anos através da DPAN.

Costumo dizer nas minhas apresentações para o trade do turismo que o brasileiro precisa fincar bandeira em Coimbra — e usar a Quinta das Lágrimas como um verdadeiro hub para explorar o Centro de Portugal, uma região riquíssima em cultura, enogastronomia e natureza. Quem escolhe esse caminho encontra um Portugal além dos roteiros óbvios — e se surpreende.

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