Produção agrícola brasileira recua 3,9% em 2024, aponta IBGE
Queda nos preços e adversidades climáticas impactam soja, milho e outras culturas estratégicas

O Brasil encerrou 2024 com retração no valor da produção agrícola, que totalizou R$ 783,2 bilhões, uma queda de 3,9% em relação ao ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM 2024).
O recuo reflete principalmente a queda de 7,5% na produção de grãos e a redução dos preços de culturas estratégicas, como soja e milho.
O fenômeno climático El Niño afetou regiões importantes do Centro-Norte, Sudeste e Paraná, provocando estiagens prolongadas que reduziram a produtividade das culturas de verão. A soja caiu 5% e o milho 12,9% na produção, sendo responsáveis por grande parte da retração no valor agregado. Apesar disso, o país manteve a liderança mundial na produção e exportação de soja.
Por outro lado, o algodão atingiu recorde histórico com crescimento de 13,7% no volume colhido, consolidando o Brasil como maior exportador global. O café, cacau, arroz e a fruticultura — destacando laranja, banana e uva — apresentaram valorização no preço ou aumento de área, contribuindo positivamente para o setor. A cana-de-açúcar também manteve forte participação no valor de produção, impulsionada pelo aumento no preço do etanol.
A área agrícola colhida cresceu 0,8%, chegando a 96,5 milhões de hectares, puxada principalmente pela expansão da soja, que respondeu por 47,6% do total. Em contraste, milho e trigo tiveram redução de área plantada devido aos preços pouco atrativos no período de semeadura.
As 10 culturas com maior valor de produção concentraram 83,5% do total, reforçando a dependência do país em commodities-chave, ao mesmo tempo, em que desafios climáticos e flutuações de preços seguem impactando a renda do setor.
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