“Terroir da Carne” transforma jantar em experiência de conhecimento
Evento mensal une gastronomia, pecuária e vinho brasileiro em proposta que valoriza origem, manejo e produção

Você sabe, de fato, de onde vem o que está no seu prato?
Essa é a provocação que o Terroir da Carne, experiência idealizada pela primeira sommelière de carnes Larissa Morales, faz ao traduzir, de forma sensorial, conceitos cada vez mais presentes no agro: origem, rastreabilidade e sistemas produtivos como pilares da qualidade.
O Mundo Agro acompanhou uma das edições do encontro, realizado no espaço Beef Passion, com curadoria de vinhos assinada por Stêvão Limana, em parceria com a A Casa do Vinho Brasileiro.

A experiência começa de forma sutil, mas já reveladora. No welcome drink, pão artesanal e manteiga Jersey de Itu — elaborada com creme de leite da raça Jersey — antecipam a proposta da noite: valorizar a matéria-prima desde a sua origem. Na taça, o Garbo Imperial Blanc de Blanc abre os trabalhos com leveza e frescor.

As entradas reforçam o cuidado técnico e a construção de sabores. O rosbife de filé mignon suíno com chutney de maçã, harmonizado com Intento Pinot Noir, equilibra acidez e suculência.

Na sequência, o crudo bovino com ricota, azeite e raspas de limão siciliano desafia percepções — e surpreende. A textura e a delicadeza do preparo mostram que, quando bem trabalhada, a carne crua pode ser sofisticada e acessível ao paladar, especialmente acompanhada pelo Lidio Carraro Dádivas Sauvignon Blanc.

Mas é na degustação às cegas que o conceito do evento se revela em sua essência.
Comparando cortes de Angus e Wagyu, os participantes são convidados a analisar critérios como odor, sabor, maciez, suculência e textura. Mais do que uma experiência gastronômica, trata-se de um exercício prático de entendimento sobre como raça, alimentação, manejo e ambiente impactam diretamente o produto final.

As diferenças são claras — e instigantes. Cada carne expressa sua origem de forma única. Pessoalmente, a Wagyu se destaca pela maciez extrema e pela complexidade, mas ambas demonstram o potencial da pecuária quando bem conduzida.

O percurso segue com o prato principal: peixinho servido com mousseline de batatas e roti de cogumelos, acompanhado do Garbo Inquieto, mantendo a coerência entre técnica, produto e harmonização.
A seleção de vinhos, conduzida por Stêvão, reforça um ponto estratégico: o protagonismo crescente dos rótulos nacionais, que hoje dialogam com a alta gastronomia com identidade própria.

O encerramento vem em tom de conforto e sofisticação, com panqueca de doce de leite premium “Jersey de Itu”, coulis de frutas vermelhas e sorbet Fior Di Latte, harmonizados com Lidio Carraro Dádivas Moscatel.

Mais do que um jantar, o Terroir da Carne se posiciona como uma ponte entre campo e consumidor. Ao transformar conceitos técnicos em experiência sensorial, o projeto contribui para uma compreensão mais profunda — e valorizada — da cadeia produtiva.
A próxima edição acontece amanhã, 7 de abril, ainda com vagas disponíveis. Para quem busca entender o agro além do discurso, a vivência pode começar pelo paladar.
Reserve agora sua experiência no Terroir da Carne
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