Uma placa de cabritos e muita história para contar no interior de São Paulo
Na zona rural de Itu, uma placa chama a atenção, mas é o encontro com Moizés, a mula Princesinha e os cabritos que revelam as histórias do interior

Se tem uma coisa que eu sei fazer é encontrar novas histórias e descobrir os encantos desse interiorzão.
Nas estradas de terra da região de Itu, no interior de São Paulo, uma placa sempre me chama a atenção: “Vendo cabritos e carneiros”, seguida de um número de telefone. Toda vez que passo por ali, parece que ela me dá um sinal.
RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Outro dia, conversando com algumas pessoas, alguém comentou sobre uma coxinha deliciosa feita em uma cocheira da cidade.
E não é que a tal placa dos cabritos e carneiros ficava exatamente no mesmo lugar da tão famosa coxinha?
Era um sábado, fim de tarde. Lá fomos nós, na Hilux Toyota SW4 SRX, pela estrada de terra adentro — claro.

O portão estava fechado, mas nada que um “Ôhh de casa, boa tarrdddee!” não resolvesse. Quem aparece sorrindo é Moizés, o dono da cocheira e autor da tal placa.
“É aqui que se vende cabritos, carneiros e tem uma coxinha famosa?”, perguntei. “É sim”, respondeu.
Moizés Pereira, 57 anos, é corretor de áreas rurais, dono de uma agência de publicidade, criador de carneiros e cabritos — e ainda administra a cocheira, onde aluga baias para quem quiser deixar seus cavalos na propriedade.

Conheci alguns dos animais e me encantei especialmente com as mulas. Sim, Moizés tem uma mula avaliada em R$ 50 mil — e ele nem pensa em vender.
“Essa é uma mulinha novinha, a Princesa. Tem um ano e sete meses. Antes mesmo de mamar, eu já conversava com ela”, contou Moizés.
Em uma das baias, encontrei uma potrinha neta do Fator da Cavarú-Retã, um dos principais garanhões da raça Mangalarga Marchador, frequentemente citado entre os melhores reprodutores do país. E não para por aí — em outra baia, mais um animal com a genética do famoso cavalo.
As vendas de áreas rurais, segundo ele, estão aquecidas: “O mercado está bom. O pessoal está querendo cair pra roça.”
Mas o que eu queria mesmo saber era sobre a venda de carneiros e cabritos. “Os dois vendem bem. Se levar vivo, eu cobro R$ 20 o quilo. Tem gente que compra uma chácara, tipo meu vizinho aqui — ele comprou um sítio, levou duas leitoas, 26 galinhas e 10 carneiros e começou a criação dele”, explicou.
O passeio pela cocheira é uma festa: tem galos, galinhas, pintinhos, cães e gatos caminhando e brincando comigo.
Me senti em casa. Em paz. Perguntei a Moizés como é viver ali. “Se você viver aqui, você nem leva dinheiro”, sorriu.
“Mas e a famosa coxinha, Moizés?”, perguntei. “A coxinha é da Rose. Ela aluga aquela parte da propriedade ali. Todo mundo comenta sobre o salgado dela”, comentou.
Mas antes de ir até lá saborear o quitute, fiz uma pausa para dar uma volta numa égua pra lá de especial. E você vai conferir essas duas histórias do interior aqui no Mundo Agro.
Ah, e ainda levei três cocos direto do pé para saborear — presente da roça que completa qualquer visita.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp













