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Uso inteligente de fertilizantes é chave para produtividade e sustentabilidade

Tecnologias inovadoras tornam o uso de fertilizantes mais seguro e ambientalmente responsável

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Cibra apresenta tecnologias que tornam o uso de fertilizantes mais seguro, eficiente e ambientalmente responsável Fpto cedida: Cibra

Hoje, no Dia do Fertilizante, lembramos que esse insumo é essencial para as lavouras, mas seu uso inadequado pode gerar desperdícios, reduzir a produtividade e impactar o meio ambiente.

Em entrevista ao Mundo Agro, Pedro Mattos, gerente de produtos da Cibra, detalhou os erros mais comuns na aplicação de fertilizantes e como evitá-los, além de explicar como tecnologias inovadoras da empresa ajudam os produtores a aumentar a eficiência, reduzir emissões de gases de efeito estufa e se preparar para as exigências de rastreabilidade e sustentabilidade do mercado.


Pedro Mattos, gerente de produtos da Cibra Foto cedida: Cibra

Mundo Agro: Quais são os principais erros que os produtores cometem no uso de fertilizantes e como evitá-los?

Pedro Mattos: Um erro comum é aplicar o fertilizante sem conhecer seu ambiente de produção. Ou seja, sem as análises de solo apropriadas que trarão as informações das características físicas, químicas e também biológicas do solo. Outro ponto para ter cuidado é evitar repetir doses de anos anteriores, sem saber o que o solo realmente precisa para aquela safra. Na mesma linha, outro erro é usar a mesma recomendação de fertilizantes em toda a lavoura, mesmo em áreas com características muito diferentes. Essas características podem ser diferença no relevo, diferença no porcentual de areia e argila, histórico de produtividades anteriores diferentes e etc. Isso faz com que parte do fertilizante seja desperdiçado por superdosagem e outra parte fique faltando por subdosagem. A melhor forma de evitar esses erros é conhecer bem o seu ambiente de produção, fazer análise por talhão, planejar o momento certo da aplicação e usar tecnologias que te ajudam a aplicar de forma mais precisa. Um simples ajuste de dose ou de momento pode representar uma grande economia econômica e aumento de produtividade.


Mundo Agro: O que significa, na prática, “eficiência no uso de fertilizantes”? Como medi-la no campo?

Pedro Mattos: Eficiência no uso de fertilizantes significa aproveitar ao máximo cada quilo de fertilizante aplicado. Ou seja, transformar o nutriente em produtividade, sem desperdícios. Na prática, isso se traduz em produzir mais com a mesma quantidade de insumo. No campo, dá para medir isso de maneira simples. O produtor pode anotar quanto fertilizante aplicou e quanto colheu por hectare. Assim ele calcula, por exemplo, quantos quilos de grão produziu para cada quilo de fertilizante usado. Esse número mostra o quanto o adubo está sendo bem aproveitado. Também dá para comparar talhões diferentes, anos diferentes ou até produtos distintos. Com esse controle, o produtor entende onde está ganhando eficiência e onde pode melhorar.


Mundo Agro: De que maneira o uso inteligente de fertilizantes pode impactar diretamente nos custos da lavoura?

Pedro Mattos: O fertilizante representa uma parte elevada do custo de produção. Quando é bem usado, ele se torna um investimento, não um gasto. Aplicar de forma inteligente significa usar a quantidade correta no momento correto e no local correto, evitando desperdícios e garantindo que os nutrientes fiquem disponíveis para a planta. Quando o produtor melhora a eficiência, ele produz mais por hectare. Isso reduz o custo por saca produzida e melhora a rentabilidade final. Estudos mostram que o uso correto pode não somente aumentar o lucro por hectare, mas também proteger a saúde do solo e do meio ambiente.


Mundo Agro: Qual o papel do uso correto de fertilizantes na redução da emissão de gases de efeito estufa?

Pedro Mattos: O uso correto dos fertilizantes tem um papel muito importante na questão do clima. Quando a planta está bem nutrida, ela realiza melhor a fotossíntese. Aquele processo em que transforma a luz do sol e gás carbônico do ar em energia para a planta. Isso significa que plantas bem nutridas capturam mais carbono e ajudam a reduzir a quantidade desse gás na atmosfera. Além disso, uma lavoura vigorosa cria um microclima mais equilibrado. O solo fica coberto, há mais sombra e umidade, o que ajuda a diminuir a temperatura e evita a perda de umidade do solo. Mas temos que dar uma atenção muito importante no uso da areia. Quando aplicada a lanço no solo, temos que contar com o apoio de tecnologias embarcadas no fertilizantes como os inibidores da urease, para não perder parte do nitrogênio por volatilização, transformando-se em óxido nitroso, gás este relacionado ao efeito estufa. Então, usando o fertilizante da forma correta, na dose correta, na hora correta e com os produtos corretos, o produtor evita essas emissões e ainda estimula o solo e as plantas a funcionarem como verdadeiros filtros para a atmosfera. Hoje, o fertilizante é um dos grandes aliados da produtividade. Mas mais do que isso. Quando é bem usado, ele se torna também uma ferramenta de sustentabilidade. O futuro da agricultura passa pelo uso inteligente do fertilizante, com conhecimento, tecnologia e responsabilidade.

Mundo Agro: Quais inovações a Cibra tem trazido para o mercado que contribuem com essa eficiência e sustentabilidade?

Pedro Mattos: A Cibra tem investido forte em inovação para ajudar o produtor a ser mais eficiente e sustentável. No portfólio atual, temos o Nitrocap, tecnologia que reduz perda do nitrogênio por volatilização. O CibraMix, que traz micronutrientes incorporados ao grano de fósforo para oferecer uma nutrição mais balanceada para toda a lavoura. O FosCibra, fertilizante fosfatado de alta eficiência que contém elevados níveis de fósforo, cálcio, enxofre e micronutrientes incorporados no grano. E por final, o Cibrativ, que é o nosso fosfato natural reativo. E digo mais, a Cibra está comprometida com o desenvolvimento de novas tecnologias que trarão mais sustentabilidade econômica e ambiental.

Estamos desenvolvendo tecnologias para o aumento da eficiência do uso do fósforo, novas tecnologias para a redução de perdas de nitrogênio e, principalmente, tecnologias que tenham em sua rastreabilidade o tema ESG. Nos fortalecendo cada vez mais como uma empresa inovadora e à frente do seu tempo.

Mundo Agro: Como o produtor pode se preparar para as novas exigências do mercado em relação à rastreabilidade e sustentabilidade da produção?

Pedro Mattos: Quero ressaltar primeiro que o produtor brasileiro é pioneiro em diversas práticas de sustentabilidade em suas propriedades. Cito aqui o plantio direto e a adesão ao mercado de biológicos. Quando falamos em fertilizantes, o ponto é adotar o chamado manejo 4C, ou os quatro corretos, que significa usar o fertilizante na dose correta, no momento correto, no lugar correto e com a fonte correta. Essas práticas já estão sendo exigidas por grandes compradores e exportadores. O produtor que faz isso de forma organizada está pronto para atender mercados mais exigentes e conquistar melhores preços e oportunidades.

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