Logo R7.com
RecordPlus

Ministro do STJ acusado de assédio é orientado pelos colegas a pedir aposentadoria

Após a segunda denúncia de assédio sexual, funcionárias do gabinete testemunharam no processo contra Marco Aurélio Buzzi e acrescentaram denúncia de assédio moral

Natália Martins|Natália MartinsOpens in new window

  • Google News
Marco Aurélio Buzzi, ministro do STJ Rafael Luz/STJ - 03.12.2024

O ministro do STJ Marco Aurélio Gastaldi Buzzi tem sido orientado pelos colegas ministros a pedir uma aposentadoria voluntária de suas funções sob o risco de sofrer sanções piores e ter a aposentadoria cassada em um processo criminal.

Buzzi foi acusado no mês passado de assédio sexual por uma menina de 18 anos, filha de um casal de amigos dele. Na ocasião, o ministro era anfitrião da família em sua casa de veraneio no litoral de Santa Catarina.


Depois que a história se tornou pública, uma funcionária terceirizada do STJ afirmou que já tinha feito denúncia parecida contra o ministro, que a teria assediado dentro do gabinete. A denúncia não teria sido levada para frente.

Com essa segunda denúncia, Buzzi foi afastado de suas funções pelo STJ no dia 10 de fevereiro, enquanto aguarda as conclusões da sindicância aberta contra ele.


Um dos relatores do caso na sindicância é o ministro Antônio Carlos Ferreira, que tinha uma relação de amizade com Buzzi.

O ministro e outros colegas estão tentando convencer Buzzi a pedir a aposentadoria voluntária, para não ser afastado compulsoriamente, caso a sindicância interna termine com sua condenação.


Alguns dos ministros ainda guardam amizade de Buzzi e acham que seria menos desgastante para ele pedir para sair. Já as ministras mulheres da corte não querem nem conversa com o ministro, afirma uma fonte, sob reserva. De 33 ministros do STJ, apenas seis são mulheres.

Segundo a defesa de Buzzi, o ministro resiste em pedir a aposentadoria por acreditar que pode provar sua inocência, mas pessoas com conhecimento sobre a apuração interna afirmam que as declarações de servidores do gabinete pioraram a situação, acrescentando casos de assédio moral ao ministro e que Buzzi já não teria nenhuma condição de continuar no tribunal.


Com o afastamento provisório, o ministro não pode ir ao STJ, nem usufruir de benefícios da função de ministro, mas continua recebendo o salário de R$ 44.047,88 por mês.

No dia 10 de março, os demais ministros devem apresentar o resultado da sindicância e definir se determinam ou não a aposentadoria compulsória de Buzzi.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.