Servidora investigada por acessar dados da mulher de Moraes pede retirada de tornozeleira
A defesa de Ruth dos Santos pediu a retirada do monitoramento eletrônico e acesso a e-mails para tentar provar que não acessou dados
Natália Martins|Com a colaboração de Luis Augusto Evangelista

A defesa da servidora da Receita Federal Ruth dos Santos pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a retirada da tornozeleira eletrônica. Ela é investigada por um suposto vazamento de dados da esposa do ministro Alexandre de Moraes.
A defesa também solicitou acesso à caixa de e-mails dela para tentar provar não ter acessado os dados, pois estaria, naquele momento alegado pela Receita, em atendimento a cliente.
Além de Ruth, outros três servidores foram alvo de busca e apreensão e medidas cautelares pela Polícia Federal a mando do ministro Moraes na última semana.
O pedido de apuração foi feito de ofício e juntado ao inquérito das Fake News, aberto em 2019. Moraes quer que a PF descubra se esses servidores acessaram dados fiscais dos magistrados da Suprema Corte e de seus familiares com intenção de vender informações.
Além do pedido de revogação das medidas cautelares, o advogado Diego Scarpa pede acesso ao e-mail institucional de Ruth para exercer o amplo direito de defesa.
Segundo ele, os e-mails contêm provas de que Ruth não acessou os dados da esposa de Moraes e que estaria em atendimento a um contribuinte no momento em que houve alegação de que suas credenciais teriam acessado os dados.
Scarpa também afirma que até agora não teve acesso aos autos do processo e não sabe o motivo pelo qual sua cliente está usando tornozeleira.
Nos bastidores, a informação é que uma reunião entre o presidente do Tribunal, o ministro Edson Fachin, a ministra Cármen Lúcia e o decano da Corte Gilmar Mendes com o ministro Alexandre de Moraes teria ocorrido na semana passada para um puxão de orelhas.
Moraes escutou que o STF já está desgastado o suficiente em meio a tantas polêmicas. O inquérito definido para colocar mais essa apuração já tem dezenas de outros assuntos e se arrasta por sete anos, sem nenhuma pessoa condenada.
A divulgação dos nomes dos servidores em uma fase preliminar também foi alvo de críticas dos colegas, que estão preocupados com a crise de imagem da Corte.
A investigação segue sob o sigilo imposto ao inquérito das Fake News e a defesa de Ruth aguarda a avaliação do ministro Alexandre de Moraes sobre os pedidos desde o dia 20 de fevereiro.
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