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Análise: Moraes pode prorrogar domiciliar de Bolsonaro para evitar articulação política

Ex-presidente só poderá ser visitado por familiares e advogados pelos próximos 90 dias; Papudinha tinha virado ‘QG’ do bolsonarismo

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro por 90 dias.
  • Contatos políticos são limitados; apenas familiares e advogados podem visitá-lo.
  • Proibição de uso de celular e redes sociais impede articulações políticas até o fim de junho.
  • Moraes irá reavaliar a saúde de Bolsonaro ao final do período para decidir sobre a continuidade da domiciliar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Moraes restringiu pessoas que podem visitar Bolsonaro durante domiciliar Rosinei Coutinho/STF - 10.03.2026

Ao conceder prisão domiciliar humanitária por 90 dias para o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes limitou contatos políticos.

O ministro autorizou Bolsonaro a receber familiares e advogados, mas suspendeu as demais visitas. Segundo Moraes, a decisão seria para resguardar a saúde do ex-presidente, que se recupera de uma pneumonia, principalmente para se evitar o risco de infecção generalizada.


Mas a ideia pode ser limitar a articulação do ex-presidente com aliados em ano eleitoral. Depois que foi preso em regime fechado no ano passado, Bolsonaro foi visitado por diferentes políticos na cadeia. Foi em uma dessas ocasiões que articulou a pré-candidatura do filho, Flávio Bolsonaro, à Presidência.

O movimento se intensificou depois que ele foi levado para a Papudinha, em janeiro, local que se tornou uma espécie de “QG eleitoral” do bolsonarismo.


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Pelos próximos três meses, contudo, Bolsonaro estará impedido de conversar sobre o cenário eleitoral com boa parte dos seus correligionários — nem mesmo por telefone, visto que Moraes o proibiu de usar celular ou redes sociais. Da classe política, apenas Flávio e Carlos Bolsonaro poderão conversar com o ex-presidente nesse período.

Dessa forma, Bolsonaro só vai voltar a “palpitar” sobre eleições no fim de junho — pouco antes do início das convenções partidárias, quando os candidatos são oficializados pelos partidos.


Ao fim dos 90 dias da prisão domiciliar, Moraes vai reavaliar a condição de saúde do ex-presidente para decidir se ele tem que continuar em casa ou deve voltar para a Papudinha.

Caso o ministro prorrogue a domiciliar, a dúvida é se vai afrouxar as regras de quais pessoas podem visitar Bolsonaro ou se vai manter as restrições.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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