Prisão de Daniel Vorcaro é primeira ação de Mendonça após assumir relatoria do caso
Banqueiro foi preso em São Paulo, em meio a investigações que apuram esquema bilionário de fraudes efetuadas com o Master
Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da RECORD Brasília
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Menos de um mês após ser designado novo relator dos processos do Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro André Mendonça teve a primeira decisão no caso: uma nova determinação de prisão contra o banqueiro Daniel Vorcaro, nesta quarta-feira (4).
O empresário foi preso em São Paulo, em meio às investigações que apuram um esquema bilionário de fraudes financeiras operadas por meio do Master.
A PF (Polícia Federal) detalhou que o esquema investigado tem quatro núcleos principais de atuação:
- Núcleo financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro;
- Núcleo de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central;
- Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com operação de empresas interpostas;
- Núcleo de intimidação e obstrução da Justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades.
As investigações também revelaram que o grupo criminoso mantinha uma estrutura de vigilância e coerção privada, denominada “A Turma”, voltada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro.
Na decisão, André Mendonça afirmou que os elementos obtidos nas fases deflagradas da Operação Compliance Zero demonstram indícios consistentes da prática de diversos crimes, como organização criminosa e danos bilionários, além de ameaças às investigações e a opositores.
Mudança da relatoria
A alteração na condução do caso no STF foi discutida entre os 11 integrantes da Corte, durante uma reunião em 12 de fevereiro. O debate surgiu devido a menções ao nome do então relator, ministro Dias Toffoli, encontradas no celular de Daniel Vorcaro.
Também são investigadas informações sobre uma possível ligação comercial entre um sócio de Toffoli e Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também preso na manhã desta quarta-feira (4).
Procurada pela reportagem, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que ele “sempre esteve à disposição das autoridades” e que colabora “de forma transparente com as investigações desde o início”. Além disso, os advogados negaram “categoricamente as alegações atribuídas” a ele e disseram confiar que “o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade da conduta” do empresário.
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