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39 dias de Bolsonaro na Papudinha: 144 atendimentos médicos, 36 de advogados e 4 visitas religiosas

Bolsonaro cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda, após condenação a 27 anos e 3 meses de prisão

R7 Planalto|Armando Holanda, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
  • Durante 39 dias, recebeu 144 atendimentos médicos e 36 visitas de advogados.
  • O pedido de prisão domiciliar foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, que destacou tentativas de fuga.
  • A saúde de Bolsonaro foi considerada estável, sem necessidade de cuidados hospitalares urgentes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar pro procedimentos. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Entre 15 de janeiro e 22 de fevereiro deste ano, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu 144 atendimentos médicos, 36 visitas de terceiros solicitadas pela defesa e 13 sessões de fisioterapia.

As informações constam na decisão do ministro Alexandre de Moraes no âmbito da Execução Penal 169, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual ele nega novo pedido de prisão domiciliar do ex-mandatário.


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De acordo com o despacho, “em um período que compreendeu 39 (trinta e nove) dias”, Bolsonaro teve “atendimento médico permanente e diário em 144 (cento e quarenta e quatro) ocasiões diferentes”, além de “13 (treze) sessões de fisioterapia” e “33 (trinta e três) sessões de atividades físicas (caminhada)” .

A decisão também registra “36 (trinta e seis) visitas de terceiros devidamente solicitadas pela Defesa” e “atendimento por seus advogados em 29 (vinte e nove) dias”, além de quatro dias de “ampla assistência religiosa” .


Bolsonaro cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda, após condenação a 27 anos e 3 meses de prisão. A defesa pediu prisão domiciliar humanitária, mas a Procuradoria-Geral da República se manifestou contra o benefício.

O laudo da Polícia Federal concluiu que “o quadro clínico geral do periciado é estável, não havendo necessidade de encaminhamento de urgência no momento”.


O documento acrescenta que, embora haja “quadro clínico de alta complexidade, caracterizado por múltiplas doenças crônicas e comorbidades”, tais condições “não ensejam, no momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar” .

No exame psíquico, os peritos registraram que o ex-presidente estava “lúcido e plenamente orientado no tempo e no espaço”, com “pensamento com forma, curso e conteúdo preservados, sem indícios de delírios ou alucinações” .


Ao negar a prisão domiciliar, Moraes afirmou que “não se verifica a presença dos requisitos excepcionais para a concessão de prisão domiciliar humanitária”, destacando ainda os “atos concretos de tentativa de fuga, inclusive com o rompimento do monitoramento eletrônico”.

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