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A estratégia de Boulos para atender pedido de Lula em ano eleitoral

Em um mês e meio, Boulos estruturou programa Governo do Brasil na Rua e pretende lançar Orçamento Popular

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Boulos assumiu a pasta justamente para retomar o contato do presidente com a população Tânia Rêgo/Agência Brasil - 16.11.2025

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, tem uma estratégia para atender ao pedido de Lula de aproximar o governo federal dos movimentos sociais. Boulos foi escolhido para assumir a pasta justamente com o objetivo de retomar o contato do presidente com a população.

Em um mês e meio, desde que foi nomeado, Boulos estruturou o programa Governo do Brasil na Rua, e pretende visitar até junho do ano que vem 30 cidades. O programa leva serviços, atendimentos e orientações gratuitas à população. As ações incluem desde consultas, até atendimentos jurídicos e informações sobre acesso a programas do governo, por exemplo. O programa começou neste sábado (13) no Sol Nascente, em Brasília.


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Em outra frente, Boulos também pretende lançar o Orçamento Popular, ação que vai visitar 400 cidades. “Vamos escolher cidades prioritárias e definir, com a população, as iniciativas prioritárias para esses locais. Vai haver uma votação autenticada, através de projetos que já estejam previstos na PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) para atender esses pedidos”, disse.

Basicamente, os moradores poderão escolher quais ações são essenciais para suas regiões, como entregas de hospitais, escolas, ou ambulâncias, por exemplo.


Boulos articula com outros ministérios o direcionamento de atas abertas para a iniciativa. No caso da Saúde, por exemplo, o ministro Alexandre Padilha garantiu pelo menos R$ 100 milhões para o Orçamento Popular.

Segundo Boulos, a expectativa é rodar em março e abril o período de consulta e seleção das cidades, para logo depois implementar o orçamento. “A população vai poder fazer sua votação de múltipla escolha, entre uma série de itens disponíveis, e no prazo de um mês vamos divulgar os resultados e em seguida fazer as entregas”, afirmou.


Para o ministro, a estratégia terá resultados rápidos, pois o orçamento já está previsto e incluirá, apenas, a escolha da população dos itens prioritários. “O Orçamento Popular é uma espécie de orçamento participativo e terá um efeito pedagógico de mostrar que o orçamento tem que ser controlado pelas pessoas e não por emendas parlamentares”, disse.

“Será o fortalecimento de uma cultura de participação popular nas definições orçamentárias, em um momento em que houve um desvirtuamento das emendas parlamentares”, defendeu.

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