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Brasil não vai abrir mão de sediar assinatura de acordo Mercosul-União Europeia

Cúpula ocorreria em dezembro, mas governo não quer passar presidência do Mercosul sem conclusão da parceria

R7 Planalto|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo Lula não abrirá mão de sediar a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia.
  • A cerimônia está prevista para ser realizada até 20 de dezembro em Brasília.
  • A cúpula do Mercosul foi adiada para 2026, devido à ausência de representantes argentinos e paraguaios.
  • A diplomacia brasileira busca reforçar a importância do acordo, considerando o novo cenário geopolítico global.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Diplomacia avalia que presidente Lula investiu capital político no acordo Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 27.11.2025

O governo Lula não vai abrir mão de sediar a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia. Como o R7 Planalto apurou com fontes brasileiras próximas às negociações, a ideia é marcar a cerimônia com autoridades europeias em Brasília (DF) até 20 de dezembro, mas deixar a cúpula do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) para o próximo ano.

A diplomacia brasileira destaca que não é raro a reunião de chefes de Estado e governo ficar para depois do fim da presidência temporária. O Brasil preside o bloco sul-americano até o fim de dezembro.


A princípio, a cúpula do Mercosul seria em 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu (PR). No entanto, Paraguai e Argentina informaram não conseguir comparecer ao evento nessa data. Soma-se à equação o fato de o Conselho Europeu não poder participar antes de 19 de dezembro. Isso porque a expectativa é de que o grupo decida sobre o acordo com o Mercosul dias antes.


Assim, o Brasil planeja convidar os europeus e as autoridades sul-americanas para a assinatura, em 20 de dezembro, e deixar a cúpula para meados de janeiro de 2026 — provavelmente entre 12 e 17. No entanto, fontes do governo brasileiro destacam que ainda não há data marcada para o fórum.

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Os representantes sul-americanos presentes à assinatura não seriam os chefes de Estado, já que não há possibilidade de agendas.

A diplomacia do Brasil avalia como legítimo o país querer sediar a assinatura do acordo e passar a presidência temporária do Mercosul apenas em janeiro.


A visão inclui a participação ativa de Lula para a conclusão das negociações, anunciada em dezembro do ano passado. Os interlocutores avaliam, ainda, como “natural” outros países quererem sediar a assinatura.

O petista conversou pessoalmente com o presidente da França, Emmanuel Macron, em mais de uma oportunidade. O francês era um dos principais opositores ao acordo. Lula também atuou para destravar as conversas com outros países europeus e enfrentou, ainda, o debate no Brasil, na visão do próprio governo.

Outra variável inclui o cenário geopolítico. A diplomacia brasileira avalia que a volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e a imposição do tarifaço deram outro peso geopolítico ao acordo entre Mercosul e UE. A parceria reforçaria a estratégia comercial de Lula de não depender de um único parceiro e de valorizar o multilateralismo.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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