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Fraudes do INSS: mesmo após ser alvo da PF, vice-líder do governo deve continuar no cargo

Weverton Rocha foi alvo de operação em dezembro; ele se diz inocente e se colocou à disposição para esclarecimentos

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Weverton Rocha, vice-líder do governo no Senado, está sendo investigado pela PF por fraudes no INSS.
  • Apesar da operação, ele deve permanecer no cargo, com apoio do Palácio do Planalto.
  • A PF descreve Rocha como parte da liderança de uma organização criminosa relacionada a descontos ilegais em aposentadorias.
  • O senador se declara inocente e disponível para esclarecimentos sobre as investigações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Weverton deve continuar no cargo de vice-líder do Senado Antonio Cruz/Agência Brasil - arquivo

Mesmo após ter sido alvo de operação da PF (Polícia Federal) em investigação sobre as fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o vice-líder do governo no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), deve continuar no cargo ao longo deste ano.

A percepção é de interlocutores do entorno do parlamentar. Segundo fontes ouvidas pelo R7 Planalto, não há qualquer indicativo do Palácio do Planalto por uma mudança. A permanência do senador seria, inclusive, uma “vontade de Lula”.


A Coluna entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do presidente sobre o tema, assim como a SRI (Secretaria de Relações Institucionais), liderada por Gleisi Hoffmann, e responsável por dirigir as articulações do Executivo com o Congresso.

Questionados sobre o impacto político de manter um alvo da operação Sem Desconto como vice-líder do governo, nenhuma das pastas respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.


Entenda

O senador maranhense Weverton Rocha foi alvo no dia 18 de dezembro de um mandado de busca e apreensão em uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

Na ocasião, a PF chegou a pedir a prisão preventiva do senador, mas o pedido foi negado pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).


Weverton relata a indicação de Jorge Messias para a Suprema Corte e também a revisão da Lei do Impeachment. Por meio de nota, no mesmo dia da operação, o senador afirmou que recebeu “com surpresa” as buscas em sua casa. Porém, se colocava “à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas”.

No relatório da PF, o parlamentar é descrito como “liderança e sustentáculo” da organização criminosa comandada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Segundo a PF, o senador teria atuado como “sócio oculto” de Antônio Carlos e “viabilizado” o enriquecimento dele.


Leia mais

Confira na íntegra a declaração, emitida pela assessoria do senador:

“Confio plenamente nas instituições e no Estado Democrático de Direito, reafirmando meu respeito ao trabalho da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal.

Ressalto que a decisão da Corte é clara ao reconhecer a ausência de provas que me vinculem a práticas ilícitas ou ao recebimento de recursos irregulares. Relações profissionais de terceiros não podem ser usadas para me imputar responsabilidade sem fatos concretos.

Sigo exercendo meu mandato com serenidade e colaborando para o esclarecimento dos fatos, certo de que a verdade prevalecerá e minha inocência será plenamente reconhecida.”

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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