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Governo aposta em debate de supersalários para abafar desfile de Carnaval sobre Lula

Movimento ganhou força após veto presidencial a dispositivos que abririam brecha e decisão de Flávio Dino

R7 Planalto|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo Lula busca destacar debate sobre supersalários para desviar atenção do desfile de Carnaval em homenagem ao presidente.
  • A avaliação interna é que a discussão atualiza o foco, ajudando a reduzir o desgaste gerado pela celebração carnavalesca.
  • A estratégia é apresentar o governo como defensor do teto constitucional, desviando críticas para o Congresso e decisões do STF.
  • O veto de Lula e a proibição de novas leis para aumentar salários acima do teto contribuíram para fortalecer o movimento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Escola de samba do RJ homenageou Lula no Carnaval Marcelo Camargo/Agência Brasil - 11.02.2026

O governo do presidente Lula quer dar destaque à discussão a respeito dos supersalários na tentativa de abafar o “auê” gerado pelo desfile de Carnaval que homenageou Lula. Nos bastidores do Planalto, a avaliação é de que a pauta dos penduricalhos ganhou tração no momento certo para o Executivo.

Integrantes do governo admitem, reservadamente, que o debate em torno do teto constitucional veio em “boa hora” e ajuda a deslocar o foco da história carnavalesca, que tem gerado desgaste.


A estratégia, segundo interlocutores de Lula, é simples: colocar o governo na posição de defensor do teto e do controle de privilégios, enquanto a discussão pública se concentra na atuação do Congresso e em decisões do STF.

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O movimento ganhou força após o veto de Lula a dispositivos que poderiam abrir brecha para supersalários e, na sequência, com a decisão de Flávio Dino. O ministro proibiu a criação de novas leis que ampliem remunerações acima do teto por meio de verbas indenizatórias.


Auxiliares presidenciais avaliam que o tema tem forte apelo junto à opinião pública. Esses interlocutores afirmam que não houve uma “operação formal” para abafar o assunto, mas reconhecem que a coincidência de agendas acabou beneficiando o governo.

A ordem é manter o foco na defesa do teto constitucional e evitar alimentar a polêmica sobre o desfile — que, no fim, foi avaliado internamente como “um tiro no pé”.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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