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Governo sabia que Lewandowski era consultor do Master quando o chamou para ser ministro

Palácio do Planalto avalia que não há ilegalidade na ação do ex-ministro e diz que ele cumpriu rito legal

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente Lula estava ciente da consultoria de Ricardo Lewandowski ao Banco Master ao convidá-lo para o ministério.
  • A ministra Gleisi Hoffmann afirma que não há ilegalidade na atuação de Lewandowski e que sua saída do ministério foi voluntária.
  • Lewandowski deixou a consultoria ao assumir o cargo de ministro da Justiça em janeiro de 2024.
  • A ministra criticou a oposição, indicando que conexões questionáveis com o Banco Master estão ligadas a políticos opositores, incluindo o governador Ibaneis Rocha.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula teria sido comunicado que o ministro atuava na área privada Marcelo Camargo/Agência Brasil - 11.01.2024

O presidente Lula sabia que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski era consultor do Banco Master quando o chamou para comandar a pasta. A informação foi divulgada em café com jornalistas com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

A ministra, no entanto, descartou qualquer ilegalidade. “Não vejo nenhum crime nisso de prestar consultoria. Isso não afetou em nada a apuração dos fatos em relação ao Master. Inclusive, o presidente do Banco [Daniel Vorcaro] foi preso nesta gestão”, declarou.


Gleisi ainda negou que a saída de Lewandowski do ministério fosse devido a operação contra a instituição financeira. “Ele achava que tinha cumprido sua missão e o presidente entendeu isso”, afirmou.

A titular da SRI disse que quem deve prestar esclarecimentos sobre o banco é o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que apoiava a compra do Master pelo BRB, e políticos da oposição. “A maioria dos envolvidos são da oposição”.


“Quem tinha e tinha relação com eles era Bolsonaro. O ministro Lewandowski desfez o contrato quando foi assumir o cargo, não tem nada de imoral ou irregular nisso. Agora quem tem que explicar porque o cunhado de Vorcaro [Fabiano Zette] é o maior doador da campanha de Bolsonaro e de Tarcísio [governador de São Paulo] é a direita”, acrescentou.

Entenda:

O escritório de Lewandowski foi contratado pelo Banco Master, em abril de 2023, para prestação de consultoria jurídica, após o ex-ministro deixar o STF.


Contudo, ele deixou de trabalhar para a instituição financeira do empresário Daniel Vorcaro após se tornar ministro da Justiça, segundo informou em nota.

Leia a nota na íntegra do ex-ministro, veiculada no começo da semana:


“O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master.

Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos."

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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