Governo vê oportunidade de soberania digital ao trazer data centers para o Brasil
Para representantes do GSI, projeto de lei que prevê tributação especial desses serviços pode favorecer cibersegurança no país
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A avaliação do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República sobre o PL do Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter) é de que o projeto de lei facilite ao Brasil atingir um patamar mais alto de soberania digital.
O projeto é defendido pelo secretário de Segurança da Informação e Cibernética do Gabinete, André Molina. “Apoiamos 100% essa construção de data centers. Ela facilita demais o alcance de um nível mais alto, um patamar melhor de soberania. E a construção deles território nacional vai incentivar a criação de novas tecnologias brasileiras, com inteligência artificial processada aqui”, afirmou, em entrevista exclusiva ao R7 Planalto.
Na semana passada, um requerimento de urgência que permite ao projeto ser votado em Plenário sem passar pelas comissões recebeu sinal verde na Câmara dos Deputados.
Para Molina, aprovar o PL seria um grande passo, que poderia convergir, também, com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. “Esse é um bom plano, que tem várias iniciativas e, quando você facilita esse desenvolvimento da inteligência artificial, isso pode trazer soluções que ficam em território nacional”, opina.
Para o GSI, o aumento da segurança digital brasileira é um processo fundamental. “O risco cibernético é real. O país tem uma economia digitalizada, e ela não vai parar. Não queremos que ela pare, mas que ela progrida cada vez mais, e a inteligência artificial está aí para isso. Em termos de tecnologias modernas, não se pode avançar de forma desequilibrada com a segurança”, defende o diretor do Departamento de Segurança Cibernética do GSI, Luiz Fernando Moraes.
O gestor também alerta que segurança e desenvolvimento precisam andar juntos: “Senão, o risco é de que serviços essenciais sofram interrupções ou percam a credibilidade”.
Por isso, para André Molina, o caminho é continuar a avançar no ramo na tecnologia. “Se você olhar 10 anos atrás, tínhamos filas imensas para prestação de serviços públicos básicos. Os idosos precisavam fazer prova de vida presencialmente, e hoje tiramos uma carga burocrática enorme [do serviço público] com a tecnologia”, compara.
Ainda segundo o secretário, cerca de 4.000 serviços do governo federal são oferecidos em meio digital atualmente.
A diretora do Departamento de Segurança da Informação do GSI, Danielle Ayres, destaca que um grupo de trabalho do governo federal trabalha junto à Casa Civil para criar padrões de contratação de serviços em nuvem, o que valerá para todos os órgãos da administração pública.
“Temos tentado criar uma convergência nos critérios de segurança e de boa contratação de tecnologia para a administração pública federal. São várias ações que, de fato, vão convergir e aumentar não só nossa capacidade tecnológica, mas também de segurança e, automaticamente, de soberania”, completa Danielle Ayres.
A expectativa é de que essas ações, de forma paralela, favoreçam o fortalecimento da segurança digital no Brasil.
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