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Lula vai sancionar, após reunião com ministros, a ampliação da licença-paternidade

Período de afastamento após o nascimento do filho subirá de 5 para 20 dias de forma gradual até 2029

R7 Planalto|Armando Holanda, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Lula vai sancionar o projeto que dará até 20 dias de licença-paternidade Marcelo Camargo/Agência Brasil- 24.03.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai sancionar ainda nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia o período da licença-paternidade de forma gradual nos próximos três anos.

A assinatura acontecerá após a última reunião ministerial do presidente antes das trocas no governo para as eleições de 2026.


O texto foi aprovado pela Câmara em novembro de 2025 e pelo Senado no início de março. Atualmente, os pais de recém-nascidos têm direito a apenas cinco dias de afastamento do trabalho.

Agora, a licença passará para 10 dias em janeiro de 2027, aumentará para 15 em 2028 e chegará a 20 dias a partir de 2029.


A lei também garante estabilidade no emprego por 30 dias após o retorno ao trabalho e assegura até 120 dias de afastamento ao pai em caso de falecimento ou incapacidade da mãe.

O projeto ainda prevê outros benefícios em situações específicas:


  • Em caso de filhos com deficiência, o período de licença terá acréscimo de um terço;
  • O direito será estendido a adotantes e a casos de guarda judicial para adoção.

No entanto, a licença-paternidade será suspensa ou indeferida em caso de violência doméstica ou abandono material praticado pelo pai.

Salário-paternidade

Pela nova lei, o trabalhador continuará sendo remunerado durante os dias de afastamento. O salário-paternidade será proporcional à duração do benefício, de acordo com a sua remuneração integral.


A empresa deve pagar o salário-paternidade ao empregado e descontar o valor da contribuição ao INSS. Portanto, o custo é arcado pelo governo federal por meio do Regime Geral de Previdência Social, assim como ocorre com a licença-maternidade.

A proposta aprovada pelo Congresso Nacional cria o salário-paternidade como benefício previdenciário e regulamenta o direito previsto desde a Constituição de 1988, que estava pendente.

Na semana passada, a Câmara aprovou o projeto de lei complementar que retira esses gastos do limite de despesas previsto no arcabouço fiscal. A proposta também aguarda a sanção presidencial.

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