Justiça aposta na formação de defensoras populares para apoio a vítimas de violência
Iniciativa quer ampliar informações para atuação de mulheres em dez estados; meta é alcançar 1.200 no primeiro semestre
R7 Planalto|Lis Cappi, do R7, em Brasília
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública aposta na formação de mulheres para incentivar denúncias e conceder apoio a outras mulheres vítimas de violência.
Ao longo do primeiro semestre deste ano, a iniciativa pretende formar 1.200 defensoras populares — nome dado às mulheres que farão o curso em dez estados —, e faz parte do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.
A ação é encabeçada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça e voltada para incentivar tanto líderes comunitárias quanto mulheres comuns, que possam ser referência a outras mulheres.
“A gente quer que as mulheres atuem como catalizadoras dos territórios, mobilizadoras da agenda de direitos para comunidades para entender melhor quais são os direitos, onde reivindicá-los, para que servem e os mecanismos”, explicou a secretária de Acesso à Justiça, Sheila Carvalho, ao R7 Planalto.
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Carvalho, que é responsável pela iniciativa, atrela a importância da medida aos números de feminicídio no país. Segundo acompanhamento do ministério, em 70% dos casos, mulheres vítimas do crime nunca denunciaram casos de violência. “Não fizeram boletim de ocorrência, não tem registro na Secretaria de Segurança Pública.”
A secretária destaca que o programa de defensoras populares pode funcionar como uma resposta à falta de denúncias.
“É um horizonte de atuação, tentar com que a voz dessa mulher chegue às instituições de Justiça, de segurança pública. É um desafio. Que a gente consiga reverberar mais informações, criar um caminho de proteção mais efetiva do Estado, da Justiça, contra a violência”, pontua.
Início do programa
O projeto foi inaugurado em João Pessoa, na Paraíba, no último 6 de março, e tem sido implementado de forma gradual em outras regiões do país.
A previsão é alcançar dez estados. Entre eles, Bahia, Rio Grande do Norte, São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará, Espírito Santo e Minas Gerais.
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