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Motta consultou Gleisi sobre indicação de Derrite como relator de PL Antifacção

Presidente da Câmara bancou indicação apesar de críticas da ministra das Relações Institucionais

R7 Planalto|Rute Moraes, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, consultou Gleisi Hoffmann sobre a indicação de Guilherme Derrite como relator do PL Antifacções.
  • A ministra rejeitou a sugestão, mas Motta prosseguiu com a indicação, ocasionando críticas nas redes sociais.
  • Derrite propôs mudanças que equiparam facções criminosas a terroristas, um ponto contestado pelo governo federal.
  • O governo vê a nova proposta como um "furto" da paternidade da lei e espera negociações caso Derrite ajuste dois pontos controversos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Indicação de Derrite foi recebida pelo governo como um 'furto' da paternidade da proposta Marina Ramos/Câmara dos Deputados - 11/09/2025

Na semana passada, antes de anunciar o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do PL Antifacções, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), procurou a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para saber a opinião dela sobre o assunto.

A informação é do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ). Segundo o parlamentar, a ministra ‘rechaçou’ a ideia. Mas isso não impediu Motta de bancar a indicação do secretário de Segurança Pública de São Paulo.


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Nas redes sociais, Gleisi afirmou que o nome de Derrite “contamina o debate com os objetivos eleitoreiros de seu campo político”. Isso porque ele é secretário de Segurança Pública do governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cogitado pela direita para disputar a Presidência da República em 2026.

A indicação de Derrite foi recebida pelo governo como um “furto” da paternidade da proposta — estruturada pelo governo federal e agora nas mãos de um aliado de Tarcísio.


Entre as mudanças no novo parecer, o deputado incluiu a equiparação de facções criminosas a terroristas, ponto criticado pelo governo. A equiparação aumenta as penas para as organizações criminosas, mas o Planalto considera que não é necessário incluir o grupo na Lei Antiterrorismo para endurecer penalidades.

Outro tema questionado é o estabelecimento de que a Polícia Federal terá de receber autorização dos governadores para atuar em operações contra grupos criminosos. Segundo o governo federal, a proposta é um ataque frontal à PF.


Apesar das críticas ao relator, o governo considera que, se Derrite modificar os dois pontos mencionados, abrirá caminho para negociação.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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