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Os planos do governo na reta final da CPMI do INSS

Parlamentares trabalham em relatório alternativo; documento pode citar ex-presidente do Banco Central

R7 Planalto|Lis Cappi, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governistas preparam ofensiva na CPMI do INSS, questionando operações do Banco Master.
  • Um relatório alternativo está sendo elaborado, destacando fraudes no governo Bolsonaro.
  • Deputado Lindbergh Farias foi escalado para reforçar a investigação e critica a condução de Campos Neto.
  • Vice-presidente da CPMI pede moderação para evitar politicagem nas investigações sobre fraudes do INSS.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Expectativa é de que texto de governistas foque no crescimento das fraudes na gestão Bolsonaro Waldemir Barreto/Agência Senado - 19.03.2026

Governistas planejam uma ofensiva na reta final da CPMI do INSS, com questionamentos sobre o início das operações do Banco Master e destaques sobre a condução do Planalto frente às investigações.

Parlamentares também mudaram a composição do colegiado e preparam um relatório alternativo ligado às fraudes contra aposentados e pensionistas.


A peça está em elaboração e deve ser apresentada na próxima semana. Os trabalhos do colegiado seguem até esta quinta-feira (26), caso não haja prorrogação.

Conforme apurou o R7 Planalto, a expectativa é de que esse relatório alternativo mire o crescimento das fraudes do INSS durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.


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A peça também deve incluir pontos ligados ao Caso Master, com a possibilidade de citar a condução do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto em processos referentes à instituição financeira. Entre as informações em análise para inclusão no documento, estão a autorização de venda do banco, em 2018, e a suposta falta de inspeção diante de suspeitas de fraude.

Outra estratégia do PT foi escalar o deputado Lindbergh Farias (RJ), ex-líder do partido, para a CPMI. O parlamentar tem defendido a inclusão dos questionamentos contra Campos Neto no relatório alternativo.


“É uma omissão dolosa, criminosa. Ele não liquidou o Banco Master. Foi liquidado em 2025″, afirma. Paralelamente à CPMI, o deputado pediu a abertura de uma investigação junto à PF e solicitou à Comissão de Ética Pública a apuração da conduta do ex-presidente do BC.

Campos Neto rebateu as declarações e classificou a posição como uma “manifestação política”. Por meio de nota enviada via assessoria, o ex-presidente do BC sustenta que o trabalho à frente da autarquia foi técnico.


“São manifestações políticas que não levam em consideração o trabalho técnico que foi desenvolvido. Minha defesa vai se manifestar no foro devido, com fatos e dados, de modo a demonstrar que toda minha atuação foi seguindo a boa governança e os ritos processuais estabelecidos pelo Banco Central”, declarou.

‘Sensatez’

Em outra frente, o vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Jr (PSB-MA), tem defendido a moderação e que não haja uso político nas peças — tanto no relatório preparado pelo governo quanto no do relator, Alfredo Gaspar (União-PE).

“Que se tenha o mínimo de sensatez, de ambas as partes, para que não seja um relatório que coloque debaixo do tapete questões ideológicas”, defende.

“A fraude do INSS é um problema que vem percorrendo vários governos, de Temer, passando pelo governo Bolsonaro e alcançando o atual governo do presidente Lula”, completa.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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