A IA não vai roubar seu emprego — mas alguém que usa IA vai
Entenda por que a inteligência artificial está mudando o jogo no trabalho e o que você precisa fazer agora
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

É fato que a inteligência artificial vem mudando e ainda vai mudar muito as nossas vidas. As aplicações são diversas, como o uso particular, por exemplo, para pesquisar a oficina mecânica mais próxima da residência, para gerar uma imagem/arte gráfica simples ou mesmo para trazer ideias na elaboração de um novo projeto.
Há aqueles ainda que possuem receio sobre o uso da inteligência artificial, tendo a percepção de que irão perder seus empregos e funções no trabalho. Entretanto, isso não passa de um mito; a inteligência artificial ainda carece de melhorias.
Ela pode gerar erros e também alucinar, trazendo informações falsas com aparência de verdadeiras! Muitos dos resultados trazidos pela IA ainda necessitam da intervenção humana, conforme relatos de vários profissionais e pesquisadores da área.
Além disso, a difusão e o uso da IA devem motivar as pessoas a buscarem melhores formações, treinamentos e cursos superiores avançados sobre as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), de forma que possam ocupar essas vagas e oportunidades que exijam conhecimentos e habilidades mais complexas, com IA. Certamente essas vagas terão melhores salários e maior valorização profissional.
Várias empresas já usam a inteligência artificial para tarefas básicas, como, por exemplo, o uso de robôs para interação e comunicação com clientes via aplicativo WhatsApp.
Esses robôs possuem uma pré-programação com perguntas e respostas já pré-definidas. Caso o usuário ou cliente deseje respostas específicas e personalizadas, será necessária obrigatoriamente a intervenção e comunicação com o atendente humano.
São várias as IAs utilizadas hoje em dia; podemos destacar estas para uso pessoal:
- ChatGPT (OpenAI): responder dúvidas, escrever textos, estudar, gerar ideias, aprender programação, traduzir;
- Google Gemini: respostas rápidas baseadas na web;
- Microsoft Copilot (no Office): escrever e-mails no Outlook, criar documentos e apresentações no Word/PowerPoint;
- Assistentes Virtuais nos Smartphones: Siri (Apple), Google Assistant (Android), Alexa (Amazon). Usos: perguntas rápidas, rotinas, alarmes, lembretes, controle de casa, etc.
Já como exemplos de IAs mais usadas por empresas, estas são aplicações que negócios usam para otimizar tarefas, automatizar processos e melhorar serviços:
- ChatGPT Enterprise/GPT-4: uso corporativo avançado — atendimento ao cliente, geração de relatórios, automação de tarefas administrativas;
- Microsoft Copilot for Business: em empresas com Microsoft 365, analisa dados no Excel, gera textos no Word e cria apresentações no PowerPoint;
- Google Cloud AI/Gemini: usado para análise de grandes volumes de dados, aplicações com IA integrada em produtos da empresa;
- IBM Watson: muito em setores como saúde, bancos e seguros, para análises complexas e decisões baseadas em dados;
- AWS AI (Amazon Bedrock): empresas de tecnologia usam para construir IAs personalizadas, integrar IA em produtos já existentes, etc.
O uso na prática
Para fortalecer a discussão sobre o tema, nós entrevistamos dois usuários de IAs.

Cassius Gomes de Oliveira tem mestrado em Matemática pela Unesp (2004) e trabalha na Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), sendo usuário da IA Google Gemini.
De acordo com Cassius: “a utilização do Gemini já está integrada à minha rotina de trabalho. Seja no auxílio ao desenvolvimento de projetos, bem como na parte pedagógica, quando preparo minhas atividades nesta área”.
Além disso, ele consegue diminuir em muito a realização de tarefas repetitivas e focar na criação de soluções estratégicas conforme os projetos que precisa desenvolver.
Para o entrevistado, “a fluidez do Gemini no Google Workspace é um diferencial robusto, pois elimina a necessidade de alternar entre ferramentas”.
A capacidade de ativar o Gemini diretamente no Google Docs ou resumir arquivos do Google Drive, sem sair do contexto de trabalho, cria um ambiente corporativo unificado, em que a informação flui dinamicamente entre documentos, planilhas e outras ferramentas.
Além disso, vale destacar em termos de segurança o fato de a manipulação de arquivos ocorrer toda no ambiente corporativo.
Segundo o entrevistado, “a integração do Gemini com o Google Planilhas é um avanço significativo na análise de dados, permitindo a geração instantânea de fórmulas complexas e expressões regulares (RegEx) que levariam horas a construir”.
A sugestão assertiva de gráficos baseada na tipologia dos dados no Sheets agiliza substancialmente o “time-to-insight”, entregando relatórios finais com precisão analítica superior.
Além disso, a sugestão de insights e formas de apresentação das informações é um grande diferencial nas análises solicitadas.
Integração do Gemini com o Google Planilhas


O outro entrevistado foi Vinícius Alves Rodrigues, que é professor na ETEC e no Colégio Paulo de Tarso (São Paulo/SP), e também doutorando em ensino de ciências e matemática pela Universidade Cruzeiro do Sul.
Para ele, “a inteligência artificial, especialmente por meio de ferramentas como o ChatGPT, passou a integrar de forma significativa a sua rotina operacional, principalmente no que se refere à organização de ideias, automação de tarefas repetitivas e apoio na resolução de problemas mais complexos”.
Ele utiliza o ChatGPT como uma espécie de “mediador cognitivo”, auxiliando desde a estruturação de conteúdos acadêmicos até a elaboração de atividades, análises e propostas pedagógicas.
Essa utilização impacta diretamente na eficiência do trabalho, sobretudo pela economia de tempo em tarefas que antes demandavam maior esforço operacional, como revisão textual, organização de dados e construção inicial de materiais.
Para Vinícius, outro ponto importante é a “evolução recente da ferramenta, que passou a incorporar novas funcionalidades, como análise de documentos e geração de imagens, ampliando ainda mais minhas possibilidades de uso”.
Para ele, no entanto, “mesmo com esses avanços, é fundamental destacar que o ChatGPT atua como um suporte ao processo de tomada de decisão, sendo sempre necessário revisar e validar as informações geradas”; ou seja, o ChatGPT potencializa a eficiência das tarefas, mas não substitui o olhar crítico de quem o utiliza.
Ainda para o entrevistado, o fato de o ChatGPT operar em um modelo mais aberto possibilita a integração com diferentes recursos dentro da própria plataforma.
Atualmente, a ferramenta já incorpora funcionalidades que dialogam com outras soluções de IA, como a geração de imagens e apoio à programação, ampliando suas possibilidades de uso sem que o usuário precise recorrer a múltiplos ambientes.
Isso facilita a resolução de problemas dentro de um mesmo espaço, tornando o processo mais contínuo e organizado.

Vinícius utiliza o ChatGPT principalmente para identificar trechos específicos em documentos, cruzar informações entre diferentes fontes e auxiliar na construção de sínteses teóricas, sobretudo em atividades acadêmicas e projetos de pesquisa.
Essa funcionalidade contribui diretamente para a otimização do seu tempo, uma vez que reduz o esforço operacional de busca manual e permite um foco maior na análise crítica das informações.
Um exemplo das diferenças entre as plataformas
Veja um exemplo de prompt executado nas duas plataformas para geração de uma imagem simples: “gere uma imagem de um executivo tomando um café, sentado numa poltrona, em sua sala na empresa.
Nessa imagem, o executivo deverá demonstrar feição de preocupação com uma situação que está vivenciando na empresa.
O café pode estar na mão esquerda ou na direita, onde você achar melhor no contexto da imagem, mas na outra mão deverá ter uma folha de papel onde o executivo esteja fazendo a leitura!"
Imagem gerada pelo ChatGPT

Imagem gerada pelo Gemini

Prof. Dr. Juliano Schimiguel
Tem doutorado e mestrado em Ciência da Computação pelo Instituto de Computação da Unicamp. É coordenador do mestrado profissional em ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Cruzeiro do Sul (São Paulo, SP). É docente na Unianchieta (Jundiaí/SP) e editor-chefe da Revista Ubiquidade.
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