Com liderança absoluta na pesquisa, discussão paira sobre o vice ideal para João Campos
Atual prefeito de Recife lidera com folga intenções de voto e tem alta taxa de aprovação por parte do eleitorado
Três Poderes|Do R7

A pesquisa Três Poderes/RealTime Big Data, divulgada pela TV Guararapes, afiliada da RECORD em Pernambuco, trouxe um cenário de tranquilidade para o prefeito João Campos (PSB), que busca a reeleição em Recife. Com uma diferença de 58 pontos percentuais para o melhor segundo colocado testado — o ex-prefeito João Paulo (PT) — e ostentando a menor rejeição entre todos os pré-candidatos, o pessebista tem tempo para definir quem será seu vice na disputa.
A vaga cobiçada por vários partidos, inclusive o PT, que na última eleição lançou a ex-deputada Marilia Arraes para o cargo, deve levar em consideração o perfil do nome a ser escolhido. Os recifenses garantem ao prefeito uma das maiores aprovações da história do município, ultrapassando os 80% de satisfação com a maneira com que a prefeitura tem sido gerida, e isso leva a um debate sobre quem será o sucessor de João Campos.
Cotado para concorrer ao Palácio do Campo das Princesas, em 2026, ainda mais com os números decepcionantes da atual governadora, Raquel Lyra, reprovada por 61% dos entrevistados, o desafio de Campos será encontrar alguém que entregue ao menos uma expectativa de conseguir manter esses patamares altíssimos de avaliação e que se torne um herdeiro desse legado. Jovem e com potencial para voos maiores, João Campos não pode errar na escolha, com risco de perder parte da admiração que carrega pelo eleitor.
Recife passou por uma situação semelhante, em 2012, que acabou por chamuscar a liderança do hoje deputado estadual João Paulo. Com altíssimo apoio popular, o petista foi cabo eleitoral fundamental para garantir a vitória de seu sucessor João da Costa, também do PT. Em apenas seis meses de mandato, a reprovação de João da Costa já superava a aprovação, segundo dados do Datafolha. Boa parte da culpa pelo desastre administrativo recaiu sobre o fiador do candidato, João Paulo, que nunca mais conseguiu performar para vencer em uma eleição majoritária.
Por ironia do destino, o ocaso petista foi determinante para o domínio eleitoral do PSB nos últimos pleitos na capital pernambucana. Após oito anos de Geraldo Júlio, ungido pelo ex-governador Eduardo Campos, João Campos saiu vitorioso para completar um ciclo de 12 anos de gestão do partido no comando do executivo recifense, mesmo período que o PT governou de maneira ininterrupta a cidade.










