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Estúdio News analisa o impacto das tecnologias digitais no gosto pela leitura

O programa vai ao ar neste sábado (7), às 22h15

Estúdio News|Do R7

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Cassia Moraes Longo, Mirian Coden e Renata Caetano Divulgação/RECORD NEWS

Em um cenário marcado pelo avanço das tecnologias digitais e pela dificuldade histórica de acesso a livros, o Brasil vê o gosto pela leitura se tornar um desafio crescente para famílias, escolas e toda a sociedade. Esse é o tema abordado no Estúdio News deste sábado (7).

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada em 2024 pelo Instituto Pró-Livro, revela um dado alarmante: apenas 47% da população com 5 anos ou mais pode ser considerada leitora, o menor índice registrado desde o início do levantamento, em 2007.


Segundo Cassia Moraes Longo, líder das iniciativas de Educação da Fundação Abrinq, é nas primeiras experiências com livros que as crianças começam a compreender o que é uma narrativa e a reconhecer diferenças entre distintos tipos de texto, como contos clássicos, histórias de assombração, causos populares e parlendas. “Ampliar o acesso às diversas literaturas é fundamental para expandir repertórios e proporcionar novas experiências”, ressalta.

O incentivo à leitura precisa começar na primeira infância, com rotinas constantes, diversidade de materiais e experiências positivas que conectem o ato de ler a prazer, descoberta e afeto. Só assim será possível mudar o cenário que preocupa escolas, famílias e o próprio futuro da formação leitora no país.


Para Mirian Coden, PhD em educação, a resposta envolve uma combinação de fatores e começa muito antes da chegada dos smartphones ao cotidiano das crianças. Ela explica que a neuroplasticidade, período em que o cérebro está em intensa formação, é determinante para consolidar hábitos que acompanham o indivíduo ao longo da vida.

“Se, entre os 5 e 8 anos, não aproveitarmos essa janela de intenso desenvolvimento, perdemos a oportunidade de criar memórias de longo prazo associadas ao ato de ler”, afirma.


Segundo ela, além de construir repertório, a leitura precoce cria vínculos afetivos e associa o hábito a emoções positivas, como a descoberta e a curiosidade.

A desigualdade econômica continua sendo um dos principais fatores que influenciam o acesso à leitura no Brasil. A constatação, recorrente entre educadores e pesquisadores, reforça um cenário no qual o livro ainda não é um item presente no cotidiano de grande parte das famílias brasileiras, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social.


Cássia defende que políticas públicas voltadas à democratização da leitura são essenciais para reduzir desigualdades estruturais. Entre as iniciativas consideradas prioritárias estão a ampliação de bibliotecas públicas, ações de mediação de leitura e programas que aproximem o livro do cotidiano infantil.

“Precisamos fazer do livro um objeto tão comum quanto um brinquedo, algo ao qual toda criança possa ter acesso”, conclui.

É de suma importância compreender que, ao estimularmos a leitura na infância, estamos ajudando a formar as estruturas iniciais dessas habilidades, que serão ampliadas e complexificadas na adolescência, na juventude e ao longo da vida adulta, enfatiza Mirian.

O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h15. A RECORD NEWS é sintonizada pelos canais de TV fechada 586 Vivo TV, 14 Oi TV, 578 Claro, 419 Sky e 2038 Samsung TV Plus, além do canal 42.1 em São Paulo e demais canais da TV aberta em todo o Brasil.

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