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Estúdio News discute a implementação da reforma tributária sobre o consumo

O programa vai ao ar neste sábado (28), às 22h15, na RECORD NEWS

Estúdio News|Do R7

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Tiago Slavov, Renata Caetano e Roberta de Amorim Dutra Divulgação/RECORD

O Brasil inicia, a partir de 2026, a fase mais decisiva de implementação da reforma tributária sobre o consumo considerada por especialistas a mudança mais profunda no sistema de impostos em muitos anos. A transição será longa, lenta e dividirá o ambiente econômico entre modelos antigos e novos até, pelo menos, 2033. Este tema ganha espaço no Estúdio News deste sábado (28), a partir das 22h15, na RECORD NEWS.

Segundo especialistas, o redesenho da tributação deve simplificar operações, reduzir o contencioso entre estados e municípios, modificar preços ao consumidor, exigir adaptações profundas das empresas e, no médio prazo, melhorar o ambiente de negócios.


Para o consultor tributário Tiago Slavov, professor de Contabilidade da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), dois movimentos distintos caminham em paralelo: a transição operacional, que vai até 2033, e a transição arrecadatória entre estados e municípios, que se estende até 2077.

A partir de 2027, PIS e COFINS deixam de existir e dão lugar à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).


A advogada Roberta de Amorim Dutra da Advocacia Amorim Rodrigues alerta para o maior desafio do período: a convivência simultânea entre dois modelos de cobrança.

“Entre 2027 e 2033, o contribuinte terá que lidar com ISS e ICMS diminuindo enquanto o IBS cresce. É uma sobreposição complexa”, afirma.


Ela destaca ainda que as bases de cálculo do IBS e da CBS já vêm gerando divergências entre municípios, que nem sempre aplicam corretamente os novos critérios nos documentos fiscais.

Além disso, o IPI será zerado, e o Imposto Seletivo passará a incidir sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas, cigarros e refrigerantes.


A reforma atravessa todo o ecossistema empresarial, mas seus efeitos variam. MEI e parte das empresas do Simples Nacional devem sentir impacto leve ou nulo. Ainda assim, setores específicos precisarão se adaptar:

“Para empresas do Simples que vendem para outras empresas, o sistema vai deixar de ser tão simples. Muitas precisarão migrar para regime mais completo, com controle de créditos e débitos de IBS e CBS”, aponta Tiago.

Simulações mostram que alguns setores devem registrar aumento de preços, especialmente o de serviços, que possui baixo volume de insumos e, portanto, menor capacidade de se creditar no novo modelo.

Há setores, no entanto, que podem registrar redução de preços como educação, saúde e cadeias industriais com maior aproveitamento de créditos tributários.

Apesar dos riscos e da complexidade da transição, ambos concordam que a reforma abre espaço para simplificação, segurança jurídica, aumento da produtividade e maior atratividade de investimentos.

O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h15. A RECORD NEWS é sintonizada pelos canais de TV fechada 586 Vivo TV, 14 Oi TV, 578 Claro, 419 Sky e 2038 Samsung TV Plus, além do canal 42.1 em São Paulo e demais canais da TV aberta em todo o Brasil.

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