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Estúdio News repercute acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia

O programa vai ao ar na RECORD NEWS, neste sábado (24), às 22h15

Estúdio News|Do R7

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Marcela Franzoni, Renata Caetano e Laércio Munhoz Divulgação/RECORD NEWS

Depois de mais de 25 anos de negociações, o tão aguardado acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia finalmente saiu do papel. Este tema ganha espaço no Estúdio News deste sábado (24), a partir das 22h15, na RECORD NEWS.

O pacto cria um mercado integrado de aproximadamente 720 milhões de pessoas e representa um Produto Interno Bruto combinado de mais de US$ 22 trilhões, cerca de 20% de toda a economia mundial. A dimensão coloca o bloco entre as maiores áreas de livre comércio do planeta.


Apesar do anúncio oficial, o acordo ainda deve passar por uma série de etapas até entrar plenamente em vigor. Laércio Munhoz, professor de geopolítica da Faculdade do Comércio, explica que o processo foi marcado por complexidade diplomática, divergências internas e falta de continuidade política.

Segundo Laércio, o maior obstáculo foi a multiplicidade de interesses envolvidos. “Estamos falando de um acordo com mais de vinte países. Isso exige tempo, diálogo e habilidade política”, destaca. Além disso, ele também afirma que o processo sofreu longas interrupções e foi, por anos, deixado em segundo plano pelos governos responsáveis.


Na avaliação da professora de Relações Internacionais do Ibmec-SP (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), Marcela Franzoni, o pacto representa benefícios para ambos os blocos.

Ela destaca que, embora exista uma assimetria entre os parceiros com a União Europeia mais forte economicamente, politicamente e militarmente o acordo tem caráter equilibrado.


“Estamos falando de uma expansão significativa da área de livre comércio, que tende a favorecer os dois lados”, afirma. Para Marcela, o cenário internacional recente tornou ainda mais evidente a necessidade de diversificação de parcerias econômicas.

As políticas unilaterais adotadas pelos Estados Unidos durante o governo Donald Trump aceleraram esse movimento, levando Mercosul e União Europeia a intensificar a busca por novos parceiros estratégicos.


“O acordo surge justamente nesse contexto global que pressiona países e blocos a diversificar suas relações comerciais e reduzir dependências”, diz a professora.

As discussões em torno do acordo entre Mercosul e União Europeia vão muito além da redução de tarifas e dos ajustes econômicos. Uma parte central do pacto envolve exigências ambientais e sociais, que se tornaram o principal ponto de debate e preocupação para setores produtivos no Brasil e nos demais países do bloco sul-americano.

Marcela explica que as cláusulas exigidas pelos europeus abrangem normas ambientais e sociais significativamente mais rigorosas do que as vigentes no Mercosul.

“Os países terão de adaptar legislações e reforçar fiscalização. Não é que o Brasil não possa mais produzir como produz hoje mas, se não seguir os padrões europeus, o produto simplesmente não terá acesso às tarifas reduzidas”, explica.

Laércio alerta que o aumento da produção para atender ao mercado europeu pode gerar pressão sobre áreas naturais, como expansão agrícola em biomas sensíveis. Isso exigirá do governo uma política ambiental clara e coerente, capaz de equilibrar competitividade e preservação.

O acordo é considerado por muitos um ponto de virada, mas não um ponto final.

O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h15. A RECORD NEWS é sintonizada pelos canais de TV fechada 586 Vivo TV, 14 Oi TV, 578 Claro, 419 Sky e 2038 Samsung TV Plus, além do canal 42.1 em São Paulo e demais canais da TV aberta em todo o Brasil.

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