Rio de Janeiro 68,5% são contra restrição do STF a operações policiais no Rio

68,5% são contra restrição do STF a operações policiais no Rio

Levantamento da Paraná Pesquisas questionou população sobre decisão do STF que restringe ação policial na pandemia

Ação da polícia no Jacarezinho terminou com 29 mortos

Ação da polícia no Jacarezinho terminou com 29 mortos

Ricardo Moraes/Reuters - 06.05.2021

Uma levantamento da Paraná Pesquisas mostra que 68,5% dos entrevistados são contra a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) do ano passado que restringiu operações em favelas no Rio de Janeiro no período de pandemia, a não ser em casos excepcionais e com comunicação prévia ao Ministério Público. 

O tema voltou ao debate após operação da Polícia Civil no Jacarezinho no início de maio, que terminou com 29 mortos, sem um deles um policial. 

De acordo com a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (26), 24,5% se dizem a favor da medida adotada pelos ministros do Supremo. Outros 6,9% não responderam aos questionamentos.

O trabalho ouviu 2.002 pessoas entre os dias 21 e 25 de maio, considerando os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. A margem de erro é de 2% para os resultados gerais. O grau de confiança é de 95%.

Entre os que opinaram a favor da decisão, há um maior percentual de mulheres, com idades entre 16 e 24 anos, com ensino fundamental e residentes no Sudeste. Já entre os contra a medida do Supremo estão principalmente homens, de 25 a 34 anos, com ensino médio e residentes no Norte, Centro-Oeste e Sul.

Plano de redução da letalidade

Após a ação do Jacarezinho, os ministros iniciaram julgamento de ação do PSB protocolada após a morte de dois adolescentes em operações na região metropolitana do Rio em um intervalo de 24 horas. O partido alegou 'agravamento do cenário fático de letalidade da ação policial no Estado do Rio de Janeiro, em pleno quadro da pandemia da covid-19', e busca criar novas regras.

Em seu voto, o ministro Edson Fachin defende que o governo do Rio de Janeiro elabore e encaminhe à Corte, em até 90 dias, um plano para reduzir a letalidade policial no Estado e controlar violações de direitos humanos pelas forças de segurança fluminenses. Além disso, o ministro quer determinar que o Ministério Público Federal investigue alegações de descumprimento da decisão que suspendeu a realização de operações policiais no Rio, inclusive as relacionadas à ação que deixou 29 mortos no Jacarezinho.

O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

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