Rio de Janeiro Adolescente de 14 anos é morto durante ação da PRF no Complexo do Chapadão, na zona norte do Rio

Adolescente de 14 anos é morto durante ação da PRF no Complexo do Chapadão, na zona norte do Rio

Mãe contou que menino entregava lanches ao ser baleado; operação pretendia capturar responsáveis por morte de agente

  • Rio de Janeiro | Victor Tozo*, do R7, com Record TV Rio

Lorenzo Dias Palinhas, de 14 anos, foi baleado enquanto entregava lanches no Chapadão

Lorenzo Dias Palinhas, de 14 anos, foi baleado enquanto entregava lanches no Chapadão

Reprodução/Record TV Rio

Moradores do Complexo do Chapadão, na zona norte do Rio de Janeiro, disseram que um adolescente de 14 anos foi assassinado durante uma operação da Polícia Rodoviária Federal na comunidade, no início da madrugada desta sexta-feira (28). A ação foi realizada após a morte do agente Bruno Vanzan Nunes, na tarde desta quinta (27).

A mãe de Lorenzo Dias Palinhas contou à Record TV Rio que o filho entregava lanches quando foi abordado por policiais. Mesmo após ser liberado, o menino foi baleado, de acordo com Celine Dias Palinhas.

"Meu filho trabalhava na lanchonete fazendo entregas. Umas 23h, a PRF entrou e pararam ele. Liberaram ele e o menino que também estava na moto. Quando meu filho chegou lá em cima, no beco, atiraram nele. Sem motivo nenhum", disse a mãe.

Segundo a família, não havia conflito no momento em que Lorenzo foi atingido. O menino foi levado até o Hospital Municipal Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu. Moradores do Chapadão ocuparam a avenida Chrisóstomo Pimental Oliveira para pedirem justiça pelo adolescente.

A operação da PRF no complexo de comunidades tinha o objetivo de capturar os responsáveis pela morte do agente Bruno, de 41 anos. Ele sofreu uma tentativa de assalto na via Transolímpica, na altura da Vila Militar, na zona oeste do Rio.

Ao tentar escapar dos criminosos armados, o policial rodoviário federal teria tentado saltar uma mureta da via expressa, mas acabou caindo em um vão do viaduto. Ele não resistiu aos ferimentos.

Bruno deixou dois filhos e a esposa. Ele trabalhava em Resende, no sul fluminense. O agente estava na PRF desde 2004, quando foi aprovado em 1º lugar no concurso para a corporação.

As mortes do policial e de Lorenzo são investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital, que já realizou perícias nos locais dos crimes. A polícia apura se Bruno foi baleado pelos assaltantes antes de morrer.

* Estagiário do R7 sob supervisão de PH Rosa

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