Rio de Janeiro Ajudante de padaria é solto após ficar 40 dias preso injustamente

Ajudante de padaria é solto após ficar 40 dias preso injustamente

“Quem tá preso, pra eles é como se fosse lixo”, disse Leonardo Rodrigues Assunção, preso após ser reconhecido erroneamente através de uma foto

  • Rio de Janeiro | Matheus Nascimento, do R7*, com Record TV Rio

Leonardo é ajudante de padaria

Leonardo é ajudante de padaria

Reprodução / Record TV Rio

Leonardo Rodrigues Assunção, de 26 anos, foi solto na sexta-feira (27) após ficar 40 dias presos injustamente. Ele foi preso acusado de participar de um assalto a ônibus após ser reconhecido por meio de uma fotografia por uma vítima.

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Com a carteira assinada desde 2015, Leonardo estava trabalhando no dia do assalto, conforme a folha de ponta assinada pelo próprio e de acordo também com o patrão da padaria onde trabalha.

Leonardo Rodrigues estava trabalhando no dia do crime

Leonardo Rodrigues estava trabalhando no dia do crime

Reprodução / Record TV Rio

“Quem tá preso, pra eles é como se fosse lixo”, disse Leonardo ao sair do presídio. 

O drama vivido pelo jovem começou no dia 16 de junho, quando policiais civis da  41ª DP (Tanque) realizaram sua prisão. O reconhecimento foi feito somente através de uma foto.

O R7 questionou se a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro efetua  prisões mediante a reconhecimento por foto e a resposta foi: “De acordo com a 41ª DP (Tanque) ele foi indiciado e o inquérito remetido à Justiça, que decretou sua prisão”.

Leonardo lamentou o erro:

É complicado, né... A gente está trabalhando, do nada chega a polícia na sua porta e te leva sem você ter feito nada. Graças a Deus tudo se resolveu e consegui provar minha inocência. Agora é trabalhar e bola para a frente”.

Após mais de um mês preso, uma audiência presencial foi realizado, e a vítima do assalto ficou frente a frente com Leonardo, que não reconheceu ele como autor do roubo ao coletivo.

Atraso no alvará

O alvará de soltura de Leonardo Rodrigues Assunção foi expedido na quarta-feira (25), mas não tinha funcionário para digitar o documento. Isso só aconteceu no dia seguinte, ao meio dia da quinta-feira, mas o oficial de justiça não estava mais no local para levar o alvará até o presídio. Somente na sexta-feira o trâmite burocrático foi feito e Leonardo foi solto.

Assista ao vídeo:

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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