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ANP fiscaliza distribuidoras de combustível no Rio de Janeiro

Fiscais apuram se houve aumento da margem de lucro

Rio de Janeiro|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ANP fiscalizou distribuidoras de combustíveis em Duque de Caxias, RJ, para verificar aumento de margem de lucro após a guerra no Oriente Médio.
  • A fiscalização inclui comparação de notas fiscais antes e depois do conflito e checagem de normas da ANP.
  • O ministro Guilherme Boulos criticou aumentos de preços do óleo diesel, considerando-os injustificados pelas ações do governo para conter a alta.
  • O governo federal implementou medidas, como a redução de tributos, para tentar controlar os preços dos combustíveis no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

ANP fiscalizou base em Duque de Caxias, onde operam várias distribuidoras de combustível Rodolpho Rodrigues/TV Brasil

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) realizou, na sexta-feira (20), fiscalização em base de distribuição em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, na qual operam várias distribuidoras de combustível.

Os fiscais apuram se houve aumento da margem de lucro de distribuidoras após os efeitos decorrentes da guerra no Oriente Médio.


A fiscalização, segundo a ANP, faz parte de uma série de ações realizadas ao longo da semana, em postos de combustíveis e distribuidoras, com foco na apuração de possíveis abusos na cobrança de preços.

Nas ações, também são verificados aspectos de qualidade e outros itens relacionados às normas da ANP.


Apenas no local fiscalizado funcionam oito operadoras, que compram combustíveis de refinarias, inclusive da Petrobras, para comercializar no varejo.

A fiscalização envolve comparar notas fiscais emitidas antes e após o início da guerra no Oriente Médio.


A ANP ainda não divulgou o resultado da fiscalização.

Impacto da guerra

Desencadeadora do choque global de preços do petróleo, a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foi iniciada em 28 de fevereiro.


Uma das formas de retaliação do Irã é o ataque a países vizinhos produtores de petróleo e o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e Omã, ao sul do Irã.

Por ali passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.

A tensão na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços.

O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200.

No Brasil, a Petrobras reajustou o preço do diesel em R$ 0,38 no último sábado (14), mas, de acordo com a presidente da estatal, Magda Chambriard, o reajuste nas bombas foi suavizado pela desoneração (redução de tributos) efetuada pelo governo.

Aumento abusivo

Nesta sexta-feira, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, classificou como “banditismo” e criticou postos de combustíveis que aumentaram o preço do óleo diesel nas últimas semanas.

Para Boulos, o aumento do óleo diesel no país não é justificado pela guerra do Oriente Médio, uma vez que o governo federal anunciou medidas para conter a escalada de preços, como a redução a zero das alíquotas de impostos federais que incidem sobre o combustível (PIS e Cofins).

O governo também propôs aos estados a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o diesel importado.

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