Rio de Janeiro Após 1 mês da morte de Ágatha, mãe não consegue voltar para casa

Após 1 mês da morte de Ágatha, mãe não consegue voltar para casa

Com medo da rotina de violência, Vanessa Sales Félix passou a morar com a mãe depois de perder a filha atingida por bala perdida no Alemão

  • Rio de Janeiro | Vinícius Andrade, do R7*

Vanessa disse confiar na investigação da polícia

Vanessa disse confiar na investigação da polícia

Reprodução/ Record Tv Rio

Um mês após a morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, a mãe Vanessa Sales Félix disse que ainda não conseguiu retornar para casa, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. 

Leia também: Caso Ágatha: bala pode ter batido em poste antes de atingir menina

Abalada, Vanessa contou, em entrevista ao R7, que está morando com a mãe desde que perdeu a filha. A criança foi atingida por uma bala perdida dentro de uma kombi, no dia 20 de setembro, quando retornava para a residência na localidade da Fazendinha. 

"Estou com muita saudade, ela era muito agarrada em mim. Da hora que acordava até o último suspiro, Ágatha estava comigo. Mas estou reunindo forças para conseguir voltar ao meu trabalho", disse a mãe em tom emocionado. 

Além de tentar se adaptar a uma nova vida sem Ágatha, a mãe afirmou que não tem "condições psicológicas" de voltar a lidar com uma rotina de violência na comunidade:

"Não tenho estado emocional de viver uma vida me escondendo dentro do box [no banheiro] para não ser atingida por uma bala perdida. Não tem como voltar a ter essa vida".  

As investigações sobre a morte de Ágatha seguem em andamento na Divisão de Homicídios da Capital sob sigilo, segundo a Polícia Civil. 

As circunstâncias do crime ainda não foram esclarecidas. Segundo testemunhas, a menina foi baleada por policiais militares. No entanto, os PMs alegaram que houve um ataque contra eles. A Polícia Civil ainda apura se o tiro que atingiu Ágatha desviou em um poste de ferir a criança. 

A mãe, que passou mal e não compareceu à reconstituição da morte da filha, disse confiar na investigação da polícia sobre o caso.

“Não tive estabilidade para acompanhar nada. Eles deram um prazo de um mês, que ainda não completou, mas estou no aguardo, confiando no trabalho da polícia”.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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