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Após furtos, Rio começa a testar trocas de tampas de bueiros de ferro por plástico

Segundo a Secretaria de Conservação, cada ralo de metal custa cerca de R$ 300 aos cofres públicos

Rio de Janeiro|Raphael Lacerda*, do R7

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Período de testes dos novos bueiros deve durar seis meses Hector Santos/Secretaria de Conservação

Um teste está em andamento do Rio de Janeiro para substituir bueiros de ferro por polietileno. Desde o mês passado, a prefeitura instalou ao menos dez grelhas e uma tampa circular em diferentes pontos da cidade para avaliar o desempenho do material.

Segundo o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, a medida tem o objetivo de combater furtos e reduzir a quantidade de reposição. A rua Lauro Müller, em Botafogo, zona sul, foi a primeira a receber as unidades.


“O intuito disso é diminuir a quantidade de trocas de material ferroso, principalmente porque a gente tem uma quantidade absurda de furtos na cidade do Rio. Tivemos que estudar um material que pudesse ter a mesma resistência que o ferro, mas sem valor comercial na venda para ferros-velhos irregulares”, explicou Vaz.

O polietileno é uma espécie de plástico altamente resistente. De acordo com o secretário, o novo modelo é 30% mais caro do que o de ferro e aguenta até 25 toneladas. O período de testes dos bueiros de polietileno deve durar seis meses.


“Funcionando bem, é o tempo que a gente tem para preparar a licitação, colocar as especificações técnicas e todos os outros trâmites processuais. A ideia é testar, ver se o material realmente consegue resistir e se não houve furto. Tendo esse sucesso, vamos colocar a licitação”, detalhou o secretário de Conservação.

A grelha de ferro pesa aproximadamente 35 kg e custa cerca de R$ 300 aos cofres públicos. O R7 apurou que o quilo do material é comprado por, em média, R$ 0,80 em ferros-velhos. Isso significa que os ralos furtados são revendidos na faixa de R$ 20.


Somente no primeiro semestre de 2025, a prefeitura precisou substituir 348 grelhas de escoamento. No entanto, o número não leva em consideração apenas os furtos: vandalismo e quebras em geral não foram descartados no levantamento da secretaria.

O Recreio dos Bandeirantes lidera os dados, com 83 reposições desde janeiro. Na sequência, Barra da Tijuca (70), Taquara (67), Ramos (66) e Campo Grande (62).


Operação contra furto de cobres e metais

Desde de setembro do ano passado, a Polícia Civil já prendeu mais de 100 pessoas na operação “Caminhos do Cobre”, que investiga o furto de cabos e materiais metálicos na região metropolitana.

A instituição afirmou realizar ações diárias por meio da DRF (Delegacia de Repressão e Furtos) para combater o furto de cabos e materiais metálicos no Rio de Janeiro, além de atuar em conjunto com a PM para reprimir as ações criminosas.

“A DRF tem diversos inquéritos em andamento que investigam toda a cadeia criminosa, desde o furtador até as metalúrgicas, e as diligências seguem para responsabilizar criminalmente todos os envolvidos”, afirma um trecho da nota enviada ao R7.

*Sob supervisão de Bruna Oliveira

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