Após mais de 2 horas, termina sequestro de ônibus na avenida Brasil
Criminoso que assaltava passageiros fez três reféns no coletivo
Rio de Janeiro|Do R7

Terminou às 19h30 deste sábado (10) o sequestro de um ônibus municipal da linha 723 na avenida Brasil. Os três reféns — uma adolescente de 17 anos, o cobrador e o motorista — foram liberados e o sequestrador se entregou. O sequestro começou por volta das 17h. O criminoso, que ameaçava a adolescente com uma tesoura, se entregou. Os policiais abriram a porta do coletivo e entregaram a ele um colete à prova de balas.
Informações preliminares dão conta de que o criminoso, que aparenta ter cerca de 35 anos, assaltava passageiros do ônibus, quando o coletivo foi interceptado por policiais. Os demais passageiros foram liberados e o suspeito manteve a adolescente em seu poder. A garota voltava da aula de inglês. A família dela acompanhou de perto as negociações.
O sequestrador, identificado como Paulo Roberto, de 35 anos, libertou os dois reféns e se entregou à polícia. A negociação foi conduzida por um sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Segundo informações da Polícia Militar, o sequestrador entrou no ônibus e pouco depois pediu ao motorista que parasse o veículo. Com a aproximação de uma viatura da PM, ele ordenou que todos os passageiros descessem, restando apenas o motorista e a jovem
O coletivo permaneceu durante todo o tempo atravessado na pista lateral da avenida Brasil, sentido zona oeste. A via estava interditada na altura de Guadalupe, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro. O local é cercado por cinco comunidades não pacificadas.
Policiais do BPVE (Batalhão de Vias Expressas) foram os primeiros a chegar ao local do crime. Um negociador do Bope (Batalhão de Operações Especiais) dialogou com o criminoso para que os reféns fossem liberados. Ao longo das negociações, agentes vestidos de preto circundavam o coletivo, estudando a melhor forma para uma possível invasão.
Segundo policiais militares, o suspeito seria usuário de drogas. Ele exigiu a presença de familiares dele, moradores do morro do Chapadão, na cena do crime.















