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‘As pessoas mortas ontem são substituídas por outros soldados’, diz especialista sobre o Comando Vermelho

Após megaoperação no Rio de Janeiro, pesquisador analisa desafios do combate ao crime organizado

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro resultou em 119 mortes, incluindo 4 policiais.
  • Gabriel Feltran destaca que mortos são substituídos por novos integrantes, mantendo o controle territorial da facção.
  • Comando Vermelho tem uma estrutura organizacional distinta do PCC, focando em táticas bélicas e controle de território.
  • A internacionalização do Comando Vermelho se espalha desde os anos 1990, atingindo países da América do Sul.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

No dia seguinte à megaoperação contra o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, que resultou em 119 mortes, sendo quatro policiais, o diretor de pesquisas do Conselho Nacional de Pesquisa Científica da França e professor titular da Sciences Po de Paris, Gabriel Feltran, analisou as dificuldades de combater facções criminosas e disse que a repressão militarizada já se mostrou ineficaz.

“O controle territorial armado nas áreas de CV continua sendo feito pelo CV. As pessoas que foram mortas ontem, feridas, eliminadas, são substituídas por outros soldados na medida em que eles ocupam posições baixas na hierarquia criminal, nessa linha de frente do tráfico. Eles são substituídos, se remilitarizam, porque evidentemente não se tocou nos mercados e, portanto, o dinheiro dos mercados ilegais continua abastecendo a militarização dessas facções. E daqui um tempo a gente vai ter outra operação similar a essa”, explica o especialista.


Megaoperação contra o Comando Vermelho revela o poder bélico da facção Foto: PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO

Ao contextualizar, o especialista dissertou sobre a formação do Comando Vermelho há cerca de 50 anos e pontuou diferenças e semelhanças com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

“O Comando Vermelho se especializa justamente como uma facção muito bélica, muito militarizada, se especializa nesse controle territorial e a partir desse controle territorial vai produzir capacidade de acumulação de dinheiro, de mercado. Então, tráfico de drogas, distorções, outras formas de crime associadas a essa capacidade de controlar um território com armas”, enfatiza.


O especialista ainda comentou que a internacionalização dessas organizações acontece desde muito antes da megaoperação. Segundo ele, os registros revelam que a disseminação internacional, principalmente para outros países da América do Sul, acontece desde os anos 1990 e 2000.

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