"Assassino covarde", diz irmã de homem morto por sargento no RJ
Durval Filho foi morto a tiros em São Gonçalo por vizinho, que disse tê-lo confundido com criminoso; ele foi enterrado nesta tarde
Rio de Janeiro|Victor Tozo, do R7*, com Record TV Rio

Foi enterrado, na tarde desta sexta-feira (4), o corpo de Durval Teófilo Filho, de 38 anos, morto a tiros pelo sargento da Marinha Aurélio Alves Bezerra, que o teria confundido com um criminoso, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.
O sepultamento de Durval ocorreu no cemitério São Miguel, sob protestos de familiares e amigos. A irmã da vítima, Fabiana Pinheiro, ao ser questionada se a morte do irmão teria sido motivada pela cor de sua pele, disse:
"Sem dúvida. Se fosse um branco mexendo na mochila, aconteceria isso? Com certeza, não".
Em entrevist ao Cidade Alerta RJ, Fabiana também relatou que parentes de Durval se sentiram mais aliviados com a decisão da Justiça, que nesta tarde acolheu o pedido do Ministério Público para que o crime passasse a ser tipificado como homicídio doloso, quando há intenção de matar, ao invés de culposo.
"[Aurélio] Tinha toda intenção de fazer o que fez. Depois do primeiro tiro, podia ter ido ver quem era. Não satisfeito, atirou novamente. É um assassino covarde e deve pagar pelo que fez", desabafou a irmã.
A defesa do militar também se manifestou sobre a decisão da Justiça de manter preso o cliente durante a audiência de custódia.
"Respeitamos, mas entendemos desarrazoada a prisão preventiva do militar Aurélio, tendo em vista que prontamente prestou atendimento a vítima, levando-a para o hospital. Posteriormente, ele compareceu voluntariamente à presença da autoridade policial para se apresentar", informou o advogado Saulo Salles.
Durval foi morto na noite de quarta (2) quando voltava do trabalho e procurava a chave de casa em sua mochila, no bairro Colubandê. Em vídeo registrado por câmeras de segurança, é possível ver que Aurélio dispara um primeiro tiro de dentro do carro quando vê a vítima se aproximar. Em seguida, ele saiu do veículo e atirou mais duas vezes.
Após ver que se tratava do vizinho, o sargento o levou até o Hospital Municipal Alberto Torres, mas Durval já chegou sem vida ao local. Ele deixou uma filha de seis anos e a esposa.
*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira















