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Bacellar era 1° da lista de ‘comunicação urgente’ de TH Joias, deputado preso por elo com o CV

Presidente da Alerj foi preso pela suspeita de repassar dados confidenciais que poderiam ter atrapalhado operação contra TH Joias

Rio de Janeiro|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, foi preso por suposto envolvimento na proteção de TH Joias, deputado ligado ao Comando Vermelho.
  • Bacellar era o primeiro da lista de "comunicação urgente" de TH Joias e recebeu informações confidenciais durante a operação que resultou na prisão de Joias.
  • A operação Zargun revelou um esquema de corrupção envolvendo vários agentes públicos e lideranças do tráfico no Rio de Janeiro.
  • A investigação foi motivada por indícios de vazamentos de informações, que prejudicaram a operação policial e possibilitaram tentativas de fuga e destruição de provas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Rodrigo Bacellar
Rodrigo Bacellar foi preso pela Polícia Federal nesta quarta Thiago Lontra/Alerj - 26.11.2025

O presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União Brasil), preso na manhã desta quarta-feira (3), era o primeiro da lista de “comunicação urgente” do deputado TH Joias, preso em setembro por suspeita de integrar o CV (Comando Vermelho). Segundo a Polícia Federal, Bacellar era chamado de “01” por TH Joias. A defesa dele não foi localizada.

Ainda de acordo com a investigação, no dia da Operação Zargun, em que TH Joias foi preso, o deputado enviou a Bacellar a foto de um celular contendo as imagens do sistema de segurança do imóvel que era alvo de buscas, com a equipe da Polícia Federal já no local, além de compartilhar com ele o telefone de sua advogada.


A ação se insere no contexto da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) no âmbito do julgamento da chamada ADPF das Favelas, que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, foi preso no dia 3 de setembro por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho.


TH Joias passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida pelo TJ do Rio. Ele responde pelos crimes de associação e organização criminosa e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito, intermediados pelo parlamentar.

Suspeita de vazamento

A suspeita de vazamento foi levantada pelo procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, no dia da Operação Zarguna, em setembro.


Naquele mês, ele anunciou a abertura de investigação sobre possível vazamento de informações da operação, após indícios de tentativa de fuga e destruição de provas.

As investigações da Operação Zargun identificaram um esquema de corrupção envolvendo a liderança da facção no Complexo do Alemão e agentes políticos e públicos, incluindo um delegado da PF, policiais militares, ex-secretário municipal e estadual e TH Joias.

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