Beira-Mar nega participação em assassinato de traficantes rivais dentro de presídio
Traficante diz que lhe atribuem as mortes por acreditarem que ele chefiava facção criminosa
Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

O traficante Fernandinho Beira-Mar negou durante o julgamento da tarde desta quarta-feira (13) ter sido responsável pelo assassinato de traficantes dentro do presídio de segurança máxima Bangu 1, em 2002.
Beira-Mar afirmou que as mortes de Uê, o Ernaldo Pinto Medeiros; Café, Marcelo Lucas da Silva; Orelha, o Wanderley Soares e Robertinho do Adeus, o Carlos Alberto da Costa, só foram atribuídas a ele porque sempre o tiveram como líder da maior facção criminosa do Rio de Janeiro. Segundo Beira-Mar, ele nunca chefiou a facção.
O julgamento começou com 1h20 de atraso, por volta das 13h20, por causa da ausência de uma testemunha de defesa. A sequência de depoimentos só foi iniciada após o advogado de defesa ter sido convencido a continuar sem a testemunha. Portanto, nove pessoas testemunharão ao longo do dia.
Caso seja condenado, o traficante pode pegar mais 120 anos de prisão. Ele já foi condenado por cerca de 200 anos por outros crimes. Ele cumpre pena atualmente no presídio federal de segurança máxima de Porto Velho, em Rondônia.

Esquema de segurança
Beira-Mar chegou por volta das 10h. Ele foi transportado por um avião fretado pela Polícia Federal e desembarcou no Aeroporto Santos Dumont, no centro da cidade. Em seguida, ele foi levado de helicóptero para o Tribunal de Justiça do Rio, que teve a segurança reforçada para receber o traficante.
A PF montou um esquema especial de segurança para levar o réu, de helicóptero, até o Tribunal de Justiça, no centro da cidade. Os detalhes do procedimento não foram divulgados.













