Rio de Janeiro Bombeiros interditam Terreirão do Samba, no Rio, por irregularidades

Bombeiros interditam Terreirão do Samba, no Rio, por irregularidades

Termo de Ajustamento de Conduta sobre segurança contra incêndio foi descumprido, segundo a corporação

Terreirão do Samba foi interditado pelo Corpo de Bombeiros

Terreirão do Samba foi interditado pelo Corpo de Bombeiros

Tânia Rêgo / Agência Brasil

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro interditou nesta quarta-feira (18) o Terreirão do Samba Nelson Sargento, voltado para a preservação do Samba e que recebe diversos eventos de cultura popular. O espaço cultural fica na Praça Onze, a poucos metros da Passarela do Samba, na Marquês de Sapucaí.

De acordo com a corporação, o local apresenta irregularidades relacionadas à segurança contra incêndio e pânico e não cumpriu as exigências de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), firmado em 31 de dezembro de 2022, com os Bombeiros.

O comandante-geral da corporação, coronel Leandro Monteiro disse que está à disposição para auxiliar no que for necessário para a regularização do espaço, "a fim de garantir a segurança do público, preservar vidas e bens”.

O Terreirão do Samba é administrado pela Riotur (Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro). Procurada pela Agência Brasil para comentar a interdição, a empresa não se manifestou até a publicação desta matéria.

Óbito


Na madrugada do dia 14 de abril de 2019, a estudante de odontologia da Universidade Veiga de Almeida, Maria Fernanda Ferreira de Lima, de 20 anos, morreu eletrocutada ao encostar em uma barra de ferro energizada atrás do palco quando participava de um show no Terreirão do Samba.

Na época do acidente, o Corpo de Bombeiros informou que o espaço estava irregular junto à corporação e que também não houve pedido de autorização ao Corpo de Bombeiros por parte dos organizadores do evento em que estava a estudante no momento da tragédia.

A universitária chegou a ser levada às pressas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, mas morreu logo após ser socorrida, vítima de quatro paradas cardiorrespiratórias. Maria Fernanda tinha ido a um show de funk e hip-hop com um grupo de amigos.

Sambódromo


A 22 dias úteis do Carnaval, nenhuma das escolas do Grupo Especial e da Série Ouro deu entrada, junto ao Corpo de Bombeiros, para a liberação dos desfiles no Sambódromo. A situação é a mesma em relação às agremiações que desfilam na Avenida Intendente Magalhães, em Madureira.

Segundo a corporação, escolas de samba com até 2 mil integrantes devem dar entrada na regularização com antecedência mínima de até dez dias úteis. De 2.001 a 20 mil integrantes, a antecedência mínima é de 15 dias úteis.

O coronel Leandro Monteiro disse que “a corporação já emitiu, para as Ligas organizadoras dos desfiles, ofício alertando sobre os prazos, que precisam ser respeitados. Nossa responsabilidade é garantir a segurança do desfile, considerado o maior show da Terra”.

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