Capitão Adriano deve ser enterrado nesta quarta-feira (12) no Rio

Apontado como chefe do Escritório do Crime, miliciano, que estava foragido, foi morto em confronto com policiais na Bahia

Miliciano podia ter ligação com morte de Marielle Franco

Miliciano podia ter ligação com morte de Marielle Franco

Reprodução

Com o corpo do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega liberado pelas autoridades da Bahia, a expectativa é a de que ele seja enterrado nesta quarta-feira (12) no Rio. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, o deslocamento foi feito nesta terça-feira (11) pela família. A expectativa é a de que o corpo chegue até o final do dia na cidade em que ele atuava antes de virar foragido da Justiça, em janeiro de 2019. 

Capitão Adriano, como era conhecido o miliciano ligado ao senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), foi morto no último domingo (9), no município de Esplanada, por policiais da Bahia após um trabalho de cooperação com a Polícia Civil do Rio.

A ação foi autorizada pela Justiça baiana após um trabalho de parceria entre os Gaeco (Grupos de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado) dos dois Estados.

Segundo a versão policial, ele reagiu com dois tiros quando os policiais chegaram à casa em que estava escondido - e, por isso precisou ser morto. A Secretaria de Segurança da Bahia considera absurda a tese de que havia um interesse em matar o miliciano para "queima de arquivo", como foi mencionado pelo próprio Adriano em relatos antes de ser morto.

Até o final de janeiro, Adriano alugava uma casa de luxo na Costa do Sauípe; depois, quando fugiu de uma tentativa de captura, seguiu para Esplanada, onde passou uma semana na casa de Leandro Guimarães, homem que organiza vaquejadas naquela região. Guimarães está preso na Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) de Salvador.

A investigação que tem Adriano como foco é a que mira o Escritório do Crime. No entanto, o miliciano passou a ser mais conhecido pela menção a seu nome em dois casos de ampla repercussão tocados pelo Ministério Público do Rio: a morte da vereadora Marielle Franco e o esquema de "rachadinha" no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.