Rio de Janeiro Caso Ketelen: mãe da madrasta de menina morta por agressão é presa

Caso Ketelen: mãe da madrasta de menina morta por agressão é presa

Justiça aceitou denúncia do MP; Rosangela Nunes é acusada de omitir agressões feitas pela filha, Brena Luane, e nora, Gilmara

  • Rio de Janeiro | Rafaela Oliveira, do R7*

Resumindo a Notícia

  • Mãe e madrasta também estão presas pela morte de Ketelen Vitória
  • Rosangela, mãe da madrasta, foi presa nesta quarta-feira (28) em Porto Real (RJ)
  • Justiça considerou que omissão de Rosangela pode ter contribuído para morte da criança
  • Rosangela, Brena e Gilmara são acusadas de homicídio triplamente qualificado, com tortura
Ketelen morreu no último sábado (24)

Ketelen morreu no último sábado (24)

Reprodução/Internet/Record TV Rio

A mãe da madrasta de Ketelen Vitória da Rocha, de 6 anos, foi presa nesta quarta-feira (28), em Porto Real, no sul do Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério Público do estado, Rosângela Nunes teria omitido as agressões sofridas pela criança, que morreu no último sábado (24).

Gilmara Oliveira de Farias, mãe da menina, e Brena Luane Barbosa, a madrasta, estão presas desde o dia 21. De acordo com as investigações, o casal teria espancado a menina em Porto Real, onde moram. Além das agressões, as duas também vinham privando a criança de comer há alguns meses.

A Justiça aceitou a denúncia feita pelo MP-RJ contra as três mulheres, acusadas por homicídio triplamente qualificado e tortura. Rosangela, dona do imóvel onde ocorreram as agressões, foi denunciada por ter colaborado para o crime, já que se omitiu quando deveria impedir as agressões. Ela cuidava diariamente da criança, oferecendo abrigo e alimentação eventual.

Na decisão da juíza Priscila Dickie Oddo, do JEACRIM (Juizado Especial Adjunto Criminal) do Município de Porto Real, a omissão de Rosangela pode ter contribuído para a morte de Ketelen.

A juíza disse, ainda, que o processo será encaminhado para a Vara Única de Porto Real, onde homícios são melhor julgados, já que a JEACRIM "é competente para processar e julgar as infrações de menor potencial ofensivo".

*Estagiária do R7, sob supervisão de Paulo Guilherme

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