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Chefe do CV no Ceará é preso no Rio; ‘Pacote’ ordenava mortes e comandava tráfico à distância

Anderson Bruno liderava facção criminosa no Nordeste e estava escondido na Rocinha, onde levava vida de luxo com a companheira

Rio de Janeiro|Raian Cardoso, da RECORD

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“Pacote” era considerado um dos líderes mais violentos da região Nordeste Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta quinta-feira (15), Anderson Bruno Soares Silva, conhecido como “Pacote”, apontado como chefe do Comando Vermelho no estado do Ceará.

Anderson foi encontrado por volta das 9h em um imóvel na rua General Orlando Geisel, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio.


A prisão aconteceu após uma operação conjunta entre a 33ª DP (Realengo), a 17ª DP (São Cristóvão) e a Polícia Civil do Ceará.

Segundo as investigações, o criminoso estava escondido na favela da Rocinha, onde vivia com a companheira em uma vida de luxo, e seguia comandando o tráfico de drogas e ordenando homicídios à distância, principalmente nas cidades cearenses de Novo Oriente e Crateús.


“Pacote” era considerado um dos líderes mais violentos da região Nordeste do país. De acordo com o Delegado Flávio Rodrigues, titular da Delegacia de Realengo, ele foi responsável direto por pelo menos 15 homicídios relacionados à guerra entre facções no interior do Ceará.

Do Rio para o Ceará: o comando remoto do crime

Anderson Bruno foi levado para a Delegacia de Realengo Reprodução/ Polícia Civil

Mesmo distante, Anderson Bruno continuava dando ordens, financiando armamentos e executando rivais. O delegado Flávio Rodrigues, responsável pela coordenação da operação, destacou que essa prisão representa um duro golpe contra o tráfico interestadual.


“Pacote é mais um exemplo de como criminosos de outros estados se aproveitaram de determinados fatores que ocorreram no estado para se esconderem em comunidades cariocas dominadas por facções, especialmente a ADPF 635, que impôs restrições às operações policiais no Rio. Ele estava escondido na Rocinha e agia livremente, coordenando crimes bárbaros de longe”, afirmou o delegado.

A ADPF 635, conhecida como a “ADPF das Favelas”, foi mencionada pelo delegado como um fator que contribuiu para a migração de lideranças do tráfico de outros estados para o Rio, onde encontraram abrigo e proteção de comparsas locais.


Tráfico, mortes e organização criminosa

O histórico criminal de “Pacote” inclui tráfico de drogas, homicídio, roubo, porte ilegal de arma de fogo, associação criminosa e liderança em organização criminosa.

Segundo a Polícia Civil do Ceará, ele atuava com extrema crueldade e possuía forte influência em ações criminosas na região de Crateús, onde a guerra entre facções já deixou dezenas de mortos nos últimos anos.

Após a prisão, Anderson foi conduzido à sede da 33ª DP e, em seguida, será transferido para o sistema penitenciário, onde ficará à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforçou que a captura foi possível graças ao trabalho de inteligência e à integração entre as forças de segurança dos dois estados.

“Ações como essa mostram que o crime não tem fronteiras, mas também revelam que o Estado está atento e que esses criminosos serão capturados. Onde eles tentarem se esconder, vamos atrás” completou o delegado Flávio Rodrigues.

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