Jiló, chefe do tráfico dos Prazeres, morre em operação do Bope no Centro do Rio
Claudio Augusto dos Santos era apontado como um dos responsáveis pela morte de um turista italiano em 2016
Rio de Janeiro|Do R7

Uma intensa operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) na manhã desta quarta-feira (18) terminou com a morte de Claudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló dos Prazeres”. Apontado como liderança do Comando Vermelho (CV) e integrante do conselho permanente da facção, Jiló exercia o controle do tráfico no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa.
A Operação no Centro
A ação mobilizou mais de 150 policiais militares, com apoio do 5º BPM (Praça da Harmonia), 14 viaturas e dois veículos blindados. O objetivo principal da incursão nas comunidades dos Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos era reprimir o roubo de veículos e o tráfico de drogas coordenado pela facção que domina a região central.
Durante o confronto nos Prazeres, Jiló foi atingido e não resistiu aos ferimentos. O criminoso possuía um extenso histórico criminal, com 10 mandados de prisão ativos e diversas passagens pela polícia.
Além dele, outros 6 suspeitos também morreram na ação.
Um dos ônibus foi incendiado na Avenida Paulo de Frontin, um dos principais acessos ao Túnel Rebouças, que liga o Centro à Zona Sul. Por volta das 11h, a via estava interditada no sentido Lagoa.

Relembre o caso: O crime que chocou a Itália
A trajetória de Jiló ficou marcada internacionalmente pelo envolvimento na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, em dezembro de 2016.
Na ocasião, Bardella e seu primo, Rino Polato, viajavam de motocicleta pela América do Sul. Ao entrarem por engano no Morro dos Prazeres guiados por um GPS, foram recebidos a tiros por traficantes.

- O Crime: Roberto foi baleado na cabeça e no braço, morrendo na hora. Rino foi mantido refém por cerca de duas horas dentro de um carro, circulando pela comunidade com o corpo do primo no porta-malas, até que a ordem de libertação veio da cúpula do tráfico. Roberto era empresário e deixou esposa e um filho.
Quem era Jiló do CV
Jiló era considerado um “criminoso de carreira”. Preso originalmente em 1990, ele chegou a receber progressão de regime, mas não cumpriu as condições impostas pela Justiça, tornando-se foragido. Foi recapturado em 2012, mas, ironicamente, havia saído em liberdade apenas 30 dias antes de participar do ataque que vitimou o turista italiano em 2016.
Operação desta quarta-feira (18)
A Polícia Militar reforçou o patrulhamento em Santa Teresa e nos acessos ao Rio Comprido para evitar retaliações ou novos confrontos. Até o fechamento desta matéria, o balanço final de apreensões na operação desta quarta-feira ainda não havia sido divulgado.
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