Colégio da Polícia Militar do Rio conquista ouro e prata na Olimpíada Brasileira de Foguetes
Ao todo, dois grupos foram responsáveis por projetar, construir e lançar foguetes feitos com garrafa pet
Rio de Janeiro|Raphael Lacerda*, do R7

Estudantes do Colégio da Polícia Militar de Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, conquistaram medalhas de ouro e prata na Olimpíada Brasileira de Foguetes, nessa quinta-feira (25). A competição é realizada anualmente em Barra do Piraí, no Sul Fluminense, e reúne mais de 90 escolas de diversas partes do Brasil.
Ao todo, dois grupos — cada um composto por três alunos — foram responsáveis por projetar, construir e lançar foguetes feitos com garrafa pet e combustível a base de vinagre e bicarbonato de sódio. Para isso, eles aplicaram conceitos de física, matemática e aerodinâmica.

A professora responsável pelos alunos competidores, Cabo Pessanha, contou que essa foi a segunda participação da instituição na competição. No ano passado, uma das equipes conquistou bronze.
“Depois do bronze, eles ficaram treinando de novo para tentar superar e conseguir alcançar o objetivo deles, que era o ouro. É uma sensação de orgulho e dever cumprido. A ideia é continuar evoluindo, mas o objetivo maior da olimpíada é repassar o conhecimento para esses alunos”, destacou Pessanha.
Neste ano, foram quatro dias de evento, entre palestras e oficinas, além dos lançamentos. Foram dias intensos de cálculos, testes e ajustes, e o resultado não poderia ser mais gratificante, segundo os estudantes. Clara Pereira, de 17 anos, está no segundo ano do ensino médio e conquistou a medalha de ouro.
“No ano passado, éramos um pouco leigos, mas tentamos e conseguimos menção honrosa. Neste ano, já conseguimos medalhas de prata e ouro. É muito gratificante ver o quanto a gente melhorou e avançou nesse meio de astronomia e de foguetes para conseguir voltar e conquistar uma posição maior”, revelou a aluna.
Diretora do II Colégio da Polícia Militar, a tenente-coronel Carla Martins destaca que a instituição faz questão de despertar nos alunos o gosto pela ciência por meio da participação em eventos como esse.
“Às vezes, pensam que a gente limita o potencial dos alunos, porque é militar. Na verdade, é muito pelo contrário: a gente estimula as competências deles e apoia a iniciação científica. Não é porque é um colégio militar que eles estão sendo direcionados para qualquer tipo de carreira. A gente apoia as escolhas deles e adapta a nossa escola para atender todos esses perfis”, disse a diretora.
Ainda sem verba de patrocínio, o colégio só pôde levar as duas equipes, no entanto, a diretora pretende que mais alunos possam participar da competição no próximo ano.
“Esse grupo foram seis (alunos). Quem sabe no ano que vem sejam nove, 12, ou até uma turma inteira. Nós temos 220 potenciais, porque todos os estudantes são ótimos. A gente tem um potencial muito grande”, afirmou a tenente-coronel.
*Sob supervisão de Patricia Peramezza
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