‘Alta letalidade era previsível, mas não desejável’, diz secretário sobre operação no RJ
Comandante da Polícia Civil afirmou que inquérito investigará fraude processual na exibição de dezenas de corpos em comunidade
Rio de Janeiro|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O secretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro, Victor Santos, afirmou, nesta quarta-feira (29), que a “alta letalidade” na megaoperação contra o Comando Vermelho na terça-feira (28) “era previsível, mas não era desejável”, e que ocorreu porque “parte dos criminosos decidiram atacar o Estado”.
De acordo com o secretário, a estratégia da operação realizada ontem nos complexos da Penha e do Alemão era deslocar os criminosos de dentro das partes edificadas das comunidades para áreas de mata nos arredores para minimizar “o dano colateral” e evitar que moradores dessas regiões fossem vítimas do confronto.
O secretário afirmou que, “dentro desse contexto”, a medida foi um sucesso, pois quatro civis acabaram baleados no tiroteio, mas que o confronto em meio à mata colocou os agentes de segurança em maior risco e, por isso, quatro morreram e dezenas ficaram feridos.
Leia também
De acordo com Santos, aeronaves não foram utilizadas na operação justamente pelo fato de os policiais estarem em meio à mata, e que apenas helicópteros de identificação participaram da ação.
Inquérito por corpos expostos
Na mesma coletiva, o secretário estadual da Polícia Civil fluminense, Felipe Curi, afirmou que um inquérito investigará fraude processual por parte do grupo que retirou corpos na região de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, e os levaram a uma praça na comunidade.
“Não se surpreendam se aparecerem com lesões a facas para incriminar os policiais. Mas nós temos várias imagens que comprovam que eles estavam portando fuzis e com roupas de guerra”, afirmou Curi.
Curi afirmou também que a ação foi o “maior baque da história” do Comando Vermelho, por conta das perdas em lideranças, armas e drogas, e que “quem optou pelo confronto foi neutralizado, e quem não optou pelo confronto foi preso”.
Cenário de guerra
Mais letal da história do Rio de Janeiro, a megaoperação Contenção das polícias do Rio de Janeiro já contabiliza mais de 60 mortos, 81 presos e dezenas de armas e munições apreendidas. Ao mesmo tempo, a população das comunidades está assustada com tantos tiros
ESTADÃO CONTEÚDO
“Hoje em dia todo mundo é vítima. O ladrão é vítima da sociedade, o traficante é vítima do usuário, não tem mais vítima. E o policial é tratado como vilão. Não vamos admitir isso, o policial é o herói”, disse o comandante da Polícia Civil.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp






















