Rio de Janeiro Com vacinação completa, Rio poderá ter carnaval em 2022

Com vacinação completa, Rio poderá ter carnaval em 2022

Prefeito Eduardo Paes disse esperar que toda população adulta esteja imunizada contra covid-19 até novembro

O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes disse, nesta sexta-feira (9), esperar que a imunização da população da cidade esteja concluída no carnaval de 2022 e que, com isso, seja possível realizar a festa sem que os foliões precisem apresentar resultado de testes.

Rio poderá ter carnaval em 2022

Rio poderá ter carnaval em 2022

Divulgação/Tomaz Silva/Agência Brasil

Paes explicou que o carnaval tem características diferentes de outros eventos que concentram público.

“Para ter carnaval, não dá para ficar exigindo: testou entra no bloco, não testou, não entra na Sapucaí. Isso seria impossível. É torcida, esperança, fé, crença de que vamos ter carnaval porque vai estar todo mundo protegido”, afirmou o prefeito durante a apresentação do 27º Boletim Epidemiológico.

Com base no calendário da prefeitura, Paes estimou que a aplicação da primeira dose será concluída no dia 15 de agosto e, acrescentando três meses para a frente, em novembro, a população acima de 18 anos estaria imunizada também com a segunda dose. Segundo o prefeito, com isso, a população alvo da campanha estaria totalmente vacinada.

“Isso significa vida normal. Então, vamos caminhar com isso. Partindo dessa premissa é que a gente tomou a decisão, até porque o carnaval é uma celebração complexa, que exige muita preparação, de avançar não só com o carnaval, mas também com o réveillon”, acrescentou Paes. Ele adiantou que o chamamento para a organização do réveillon será divulgado em breve.

O prefeito lembrou que, a partir do carnaval de 2022, o evento terá uma inovação, que é o acordo com a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) para os próximos quatro anos, com garantia de estabilidade aos organizadores para realização dos desfiles na Marquês de Sapucaí.

“Vamos trabalhar com a hipótese de ter carnaval. [É] óbvio que, se houver alguma situação crítica no momento, eu não queria ficar, nem deixar o secretário Daniel especulando sobre hipóteses, mas, se tiver que interromper, vamos interromper”, disse ele, ao ressaltar que espera e torce para que isso não aconteça e que haja carnaval.

Risco moderado

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Márcio Garcia, a cidade mantém a tendência de queda do número de casos confirmados de covid-19, com pelo menos cinco semanas de redução. Nos casos de morte pela doença, já são dez semanas de recuo gradativo.

Com base nas informações, o mapa de risco da Semana 27 mostra que cinco das 33 regiões da cidade estão com risco moderado para contaminação pela covid-19, como já estava na semana anterior, mas com uma alteração: a zona portuária voltou para risco alto e a Barra da Tijuca passou para risco moderado. Penha, Ilha do Governador, Santa Teresa e Vigário Geral continuam em risco moderado.

O restante das regiões está em risco alto, e nenhuma em risco muito alto. “Lá atrás, toda a cidade estava com risco muito alto. Depois, avançou-se a para parte da cidade em risco muito alto, vai para alto e muito alto, ficando várias semanas com as regiões administrativas todas em risco alto. Agora, a gente já vem desde a semana passada em uma evolução gradativa com cinco regiões em risco moderado”, detalhou.

Intervalo menor entre doses

O secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz, informou que após a conclusão das aplicações da primeira dose na população maior de 18 anos, será avaliada a possibilidade de reduzir o prazo de intervalo para a segunda dose da vacina. Soranz lembrou que a primeira aplicação tem potencial de imunogenicidade maior que a dose de reforço. “Este é o nosso planejamento, e é assim que estamos trabalhando. Certamente todas as pessoas vão ser vacinadas na cidade do Rio com a primeira e a segunda doses até o fim do ano”, afirmou.

Soranz comentou informação do Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, referente ao período de 20 de junho a 3 de julho, de que, pela primeira vez neste ano, não houve aumento das taxas de incidência ou de mortalidade por covid-19 em nenhum estado do país. Conforme o boletim, houve tendência de melhora nas taxas de ocupação de leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) no SUS (Sistema Único de Saúde) pela quarta semana consecutiva. Para o secretário, o avanço na vacinação tem contribuído para reduzir os indicadores da covid-19.

“Aqui [na Prefeitura do Rio] ninguém é negacionista”, disse o secretário. De acordo com Soranz, todos acreditam na vacinação e sabem que a vacinação salva vidas. “Os números estão mostrando isso. O número de pessoas internadas caiu em 50% na cidade do Rio de Janeiro. Já tivemos 1.400 pessoas internadas; hoje temos menos de 650 pessoas internadas. É uma redução impressionante. Estamos em um mês de inverno em que, normalmente, há mais casos de gripe e mais casos graves. O efeito da vacina é claro: mesmo no período mais perigoso, temos redução de casos, não só no Rio, mas no Brasil todo”, afirmou

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