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Computadores são retirados de escola pública no RJ após inauguração, e família de homenageado se revolta

Os parentes do jornalista Rodolfo Fernandes temem que projeto tenha sido um "teatro"

Rio de Janeiro|Do R7

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A escola na Pavuna tinha uma sala de informática na inauguração, mas espaço foi extinto
A escola na Pavuna tinha uma sala de informática na inauguração, mas espaço foi extinto

A família do jornalista Rodolfo Fernandes reagiu com indignação ao saber que os computadores do laboratório de informática foram retirados logo depois da inauguração do colégio estadual que homenageia o jornalista, na Pavuna.

— A impressão que ficou é que usaram a gente para fazer um grande teatro. Se o Sérgio Cabral está achando que vai usar o nome do Rodolfo para fazer um teatro de que aquela é uma escola de referência, não vamos permitir—, afirmou a fotógrafa Ana Carolina Fernandes, irmã de Rodolfo. Ela e a irmã, Isabella Fernandes, farão uma visita à escola, na segunda-feira (14).


Segundo Ana Carolina, a iniciativa de dar o nome de Rodolfo Fernandes foi do governo do Estado.

— Ficamos muito felizes com a homenagem porque o Rodolfo era muito preocupado com a questão da educação. Nossa mãe foi professora de escola pública a vida inteira. Mas vamos tomar conta desse colégio. Vamos dar um voto de confiança para o governo e esperar que a situação seja resolvida logo.

Rodolfo Fernandes foi diretor de redação do jornal O Globo entre 2001 e 2011, quando morreu, aos 49 anos, de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa. Filho do jornalista Hélio Fernandes, ele começou a carreira aos 16 anos, no jornal do pai, a Tribuna da Imprensa. Trabalhou ainda na Última Hora, Jornal de Brasília, Folha de S.Paulo e Jornal do Brasil. Ingressou em O Globo em 1989.

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